Senegal perde o título após abandonar o campo em protesto contra decisão do árbitro durante a final do torneio
Redação Publicado em 18/03/2026, às 13h46
A seleção de Marrocos foi anunciada como a verdadeira campeã da Copa Africana de Nações nesta terça-feira (17). A decisão veio da Confederação Africana de Futebol (CAF), que resolveu tirar o troféu de Senegal dois meses depois do fim do torneio. A mudança aconteceu porque os senegaleses abandonaram o gramado durante a final, o que gerou uma punição pesada e mudou o placar da partida para 3 a 0 a favor dos marroquinos.
Polêmica
Toda a confusão começou por causa de um pênalti marcado nos acréscimos do segundo tempo. O juiz Jean-Jacques Ndala foi chamado pelo VAR para conferir um puxão de camisa de um jogador senegalês em cima de Brahim Díaz. Naquele momento, o clima esquentou com empurra-empurra entre atletas e treinadores na beira do campo. Quando o árbitro confirmou a penalidade, o técnico de Senegal, Pape Bouna Thiaw, mandou seu time sair de campo em sinal de protesto.
Mesmo com a ordem do treinador, o craque Sadio Mané conseguiu convencer os companheiros a voltar para o jogo. Na prorrogação, Senegal chegou a fazer 1 a 0 e comemorou o título no estádio, mas a atitude de ter deixado o campo não passou batida pelas regras da competição. Marrocos entrou com um recurso e, embora a primeira tentativa tenha sido negada, o comitê de apelação aceitou os argumentos agora.
O que diz a regra
A punição foi baseada nos artigos do regulamento que proíbem uma equipe de sair do jogo sem autorização antes do apito final. Pela norma, quem faz isso é eliminado e perde por WO. A federação de Marrocos explicou que o objetivo do processo não era diminuir o esforço dos jogadores, mas sim garantir que as leis do futebol sejam seguidas para manter a organização dos próximos campeonatos.
Com essa canetada, Marrocos encerra uma espera de 50 anos e conquista seu segundo título da história. Do lado de Senegal, o técnico Thiaw recebeu uma suspensão que deverá cumprir nos próximos jogos oficiais. Até agora, a federação senegalesa não comentou o caso, mas o resultado já está registrado oficialmente nos livros da CAF.