Ginástica Rítmica

Brasil faz história e conquista dois ouros inéditos no Mundial de Ginástica Rítmica

Ginastas brasileiras superaram China e Bulgária nas finais por aparelhos após garantirem bronze geral no fim de semana na Alemanha

Com maiores notas do ano, conjunto brasileiro é campeão mundial de ginástica rítmica - Foto: Getty Images

Redação Publicado em 17/08/2026, às 11h15

O conjunto brasileiro de ginástica rítmica alcançou um feito histórico e sem precedentes neste domingo (16), ao conquistar as duas primeiras medalhas de ouro do país na história do Campeonato Mundial de Ginástica Rítmica, realizado em Frankfurt, na Alemanha. A equipe verde-amarela dominou os aparelhos, cravou as apresentações e subiu ao lugar mais alto do pódio tanto na rotina de 5 bolas quanto na série mista com 3 arcos e 2 pares de maças.

A dobradinha dourada veio acompanhada de marcas expressivas. Em ambas as finais, as ginastas Maria Eduarda Arakaki, Nicole Pírcio, Sofia Madeira, Mariane Gonçalves, Maria Paula Caminha e Julia Kurunczi receberam a pontuação de 29.450, a maior nota de toda a temporada internacional em 2026.

Na série de bolas, executada ao som de "Feeling Good", o Brasil superou potências tradicionais como China (prata, com 28.900) e Bulgária (bronze, com 28.400). Na rotina mista, ritmada pelo hit "Abracadabra" de Lady Gaga, a precisão milimétrica garantiu o segundo título mundial no mesmo dia.

Vaga olímpica garantida e planejamento para Los Angeles 2028

Além dos dois ouros nas finais por aparelhos, o time comandado pela técnica Camila Ferezin e pela coreógrafa Bruna Martins já havia assegurado no sábado (15) a medalha de bronze na disputa do conjunto geral. O resultado no quadro geral carimbou a vaga antecipada da seleção brasileira para os Jogos Olímpicos de 2028, em Los Angeles, permitindo um ciclo completo de quatro anos voltado para o aprimoramento técnico e descanso adequado das atletas.

A comissão técnica já projeta elevar o grau de dificuldade das coreografias para o cenário olímpico, apostando no fortalecimento do balé clássico e na inserção de sequências mais complexas de fouettés (giros corporais no próprio eixo) para elevar a nota de partida. A conquista coroa uma evolução contínua da modalidade no país, iniciada no último Mundial com as pratas no Rio de Janeiro e consolidada agora com o título mundial inédito na Alemanha.

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