Com 24 etapas em 2026, a Haas busca soluções para melhorar a qualidade de vida e a longevidade de sua equipe no paddock
Redação Publicado em 23/04/2026, às 11h11
O calendário de 24 etapas da Fórmula 1 em 2026 tem levado pilotos e equipes ao limite da exaustão. Assim, a Haas anunciou uma parceria estratégica com a Universidade de Medicina de Chicago (UCM) para realizar um estudo formal sobre o impacto físico e cognitivo que essa rotina impõe aos seus colaboradores. A análise não focará apenas nos pilotos, mas em toda a estrutura, incluindo mecânicos, engenheiros e especialistas em comunicação.
Monitoramento em tempo real
A coleta de dados será feita de forma tecnológica e direta. Os funcionários utilizarão dispositivos portáteis (como wearables) que monitoram sinais vitais, qualidade do sono e níveis de estresse. Além disso, os pesquisadores da UCM realizarão entrevistas e aplicarão questionários constantes para entender como a distância da família e o constante jet lag afetam a saúde mental e o desempenho social da equipe.
De acordo com Dan Martin, coach de desempenho da Haas, o objetivo vai além da produtividade:
Rotina
O debate sobre a saúde no paddock não é novo. Em 2021, dados revelados por engenheiros da Red Bull já mostravam que jornadas de trabalho em fins de semana de GP podem chegar a 14 horas por dia. Com o aumento do calendário para 24 provas em 2026, o tempo de descanso tornou-se escasso, gerando um ambiente de alta rotatividade de pessoal e desgaste crônico.
A iniciativa surge em um momento de alta para a equipe americana. Em 2026, a Haas surpreendeu o grid com um início de temporada consistente, estabelecendo-se como a "melhor do resto" (atrás apenas das quatro grandes potências). Para manter esse nível de competitividade sem "queimar" seu capital humano, a escuderia pretende usar os resultados do estudo para criar novas estratégias de logística e escalas de trabalho mais humanas.