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Incêndio consome metade do teto do Velódromo do Rio; Museu Olímpico é salvo

Chamas destruíram a lona de cobertura da arena olímpica; causas do incêndio estão sendo investigadas

Um incêndio de grandes proporções atinge o Velódromo, destruindo metade da lona do teto - Foto: Divulgação / CBMERJ

Gabriella Souza Publicado em 08/04/2026, às 10h15

Na madrugada desta quarta-feira (8), um incêndio de grandes proporções atingiu o Velódromo, no Parque Olímpico do Rio de Janeiro, e acabou destruindo cerca de metade da lona que cobre o teto da instalação.

O fogo começou por volta das 4h da manhã e, apesar da fumaça preta que podia ser vista de longe, ninguém ficou ferido. Até o momento, a perícia ainda está tentando descobrir o que exatamente causou as chamas, mas o prejuízo visual na cobertura é grande.

O local é histórico por ter sido o palco das competições de ciclismo de pista nos Jogos de 2016 e, atualmente, abriga o Rio Museu Olímpico. Segundo o subcomandante dos bombeiros, Luciano Sarmento, o material sintético da cobertura derreteu com o calor, soltando algo que parecia uma "teia de aranha" sobre a estrutura. Mesmo com o estrago no telhado, a boa notícia é que a parte interna e o acervo do museu, que guarda tochas, medalhas e uniformes, foram salvos pela ação rápida dos 60 militares que trabalharam na ocorrência.

Estrutura e histórico 

De acordo com o prefeito Eduardo Cavaliere, existe uma suspeita de que o fogo tenha se iniciado em uma sala do museu, no último andar, e se espalhado rapidamente para a lona externa. No entanto, os bombeiros garantiram que o museu está intacto. Esta não é a primeira vez que o Velódromo passa por isso; em 2017, o local sofreu com dois incêndios causados por balões, mas os danos na época foram bem menores do que os registrados agora.

Vale lembrar que o Velódromo custou R$ 143 milhões na época das Olimpíadas e hoje serve como centro de treinamento e espaço cultural. O museu interativo, que ocupa 1.700 m², é um dos poucos legados que seguem funcionando a todo vapor na Barra. Agora, as autoridades esperam o laudo técnico para saber quanto tempo e dinheiro serão necessários para consertar a cobertura sintética e devolver o brilho total a um dos cartões-postais da Rio 2016.

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