Secretaria de Patrimônio da União perdeu o prazo final de resposta e caso pode parar na Justiça de urgência
Redação Publicado em 03/07/2026, às 10h04
O complexo impasse jurídico e financeiro envolvendo o leilão do terreno do CT Rei Pelé, pertencente ao Santos Futebol Clube, ganhou mais um capítulo de indefinição na Baixada Santista. O último prazo concedido pelo Ministério Público Federal (MPF) para que a Secretaria de Patrimônio da União (SPU) se posicionasse sobre a suspensão da venda do imóvel se encerrou nesta quarta-feira (1º) sem uma resposta formal do órgão federal.
Representantes do MPF, da SPU e da Câmara de Mediação e Conciliação da Administração Pública Federal (CCAF) chegaram a se reunir na própria quarta-feira para debater o imbróglio. No entanto, o encontro terminou sem consenso, e a decisão definitiva sobre o travamento ou andamento do leilão foi postergada por mais alguns dias.
histórico dos prazos e a ameaça de processo
A queda de braço ganhou contornos mais rígidos no início do mês passado. No dia 10, o MPF estipulou um prazo inicial de cinco dias úteis para a SPU acatar a recomendação de interrupção do processo de alienação. À época, o Ministério Público alertou que, caso a orientação fosse ignorada, ingressaria com uma ação judicial de urgência para travar o certame, além de abrir investigações civis e criminais contra os agentes públicos envolvidos.
Após o vencimento do primeiro prazo, a SPU enviou um documento justificando que os apontamentos sobre a área do Centro de Treinamento ainda estavam sob análise técnica. Diante da justificativa, o MPF estendeu o limite por mais 10 dias úteis, culminando na reunião desta semana que contou com a mediação da CCAF, mas que ainda não destravou o acordo.
Os 4 pontos que travam o leilão do CT
O Ministério Público Federal baseia seu pedido de suspensão imediata do edital em quatro irregularidades graves que comprometem a lisura, a segurança jurídica e a atratividade comercial do leilão: