Seleção Brasileira

Torcida brasileira recepciona Seleção na chegada em Filadélfia: "Copa do Mundo é guerra"

Mais de 500 torcedores acompanharam o desembarque do ônibus da delegação

Torcida fecha rua de hotel para receber a Seleção Brasileira - Imagem: Reprodução / TNT Sports

Gabriella Souza Publicado em 19/06/2026, às 09h39

A chegada da Seleção Brasileira à Filadélfia, na Pensilvânia, foi marcada por uma grande festa promovida pela torcida nas ruas. Centenas de pessoas se aglomeraram nos arredores do hotel que servirá de concentração para a delegação antes da partida desta sexta-feira (19), às 21h30 (horário de Brasília), contra o Haiti, válida pela segunda rodada da fase de grupos da Copa do Mundo de 2026.

Uma autoridade policial presente no local estimou o público em mais de 500 torcedores entusiasmados. Para garantir a ordem pública e conter o fluxo de fãs, a organização local instalou grades de contenção nas esquinas próximas e reforçou o efetivo de segurança privado e estatal em todo o perímetro do estabelecimento.

O momento que mais chamou a atenção foi a torcida conversando com o Raphinha na frente do hotel. Brasileiros deram apoio ao atacante, mas também reforçaram a necessidade de uma melhor postura dentro de campo na competição.

Interação com o público e clima de otimismo

A delegação brasileira realizou o deslocamento terrestre de ônibus a partir de sua base em Morristown, no estado de Nova Jersey. O trajeto total até a Filadélfia levou cerca de duas horas de viagem. O cansaço do percurso não impediu que os atletas retribuíssem o carinho da torcida no desembarque. Assim que desceram do veículo, diversos jogadores romperam o protocolo inicial e foram até as grades de contenção para interagir diretamente com o público.

Nomes como o lateral Danilo e o jovem atacante Endrick pararam para distribuir autógrafos, tirar selfies e acenar para os presentes. Uma ação que chamou a atenção foi a distribuição de pulseiras personalizadas nas cores verde e amarela, entregues pelos próprios atletas como forma de agradecimento aos torcedores que aguardaram por horas em frente ao hotel sob forte esquema de isolamento.

Desfalque estratégico e logística de retorno

Enquanto o técnico Carlo Ancelotti mantém mistério sobre a escalação oficial da equipe titular que vai a campo na Filadélfia, a ausência mais sentida na viagem foi a do camisa 10, Neymar. O atacante não acompanhou os companheiros no ônibus e permaneceu na estrutura base em Nova Jersey, onde cumpre cronograma rigoroso de transição física para o campo.

O plano do comitê técnico é evitar o desgaste de viagens curtas para o atleta, priorizando suas sessões de fortalecimento muscular na academia do hotel The Ridge e no CT de Columbia Park. A logística da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) prevê que, logo após o apito final do confronto diante da seleção haitiana na sexta-feira, toda a delegação embarque de volta para a base em Nova Jersey para iniciar a preparação para o terceiro jogo do grupo.

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