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Após caos com temporal e mar agitado, navegação é normalizada no cais santista

Após 14 horas de paralisação, navegação no cais de Santos é liberada com condições de mar e vento favoráveis

Capitania dos Portos interrompe atividades devido a ventos de até 100 km/h e ondas de 2,60 metros no canal - Foto: Reprodução

Redação Publicado em 21/01/2026, às 09h28

A rotina de entrada e saída de grandes embarcações no cais santista voltou finalmente ao normal na madrugada de ontem, terça-feira (20). Depois de um longo período de paralisação que durou 14 horas e causou apreensão no setor logístico, a navegação foi liberada. O canal do estuário precisou ficar vazio durante boa parte do dia anterior por questões de segurança, já que o temporal que castigou a região tornou as manobras dos navios arriscadas demais.

A decisão de interromper as atividades partiu da Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP). O bloqueio começou ainda na tarde de segunda-feira (19), por volta das 14h10, quando o tempo fechou de vez. A reabertura só foi autorizada às 4h30 da manhã de ontem, quando as condições do mar e do vento deram uma trégua e permitiram que os práticos guiassem os navios sem perigo de acidentes.

Ventania e mar revolto

Os números registrados durante a tempestade explicam o motivo de tanta cautela. Segundo dados da Praticagem, órgão responsável pelas manobras de atracação, a força da natureza foi assustadora no canal. As rajadas de vento chegaram a bater a marca de 100 km/h, uma velocidade capaz de derrubar contêineres e empurrar navios contra as margens. Além da ventania, o mar também não estava para brincadeira: as ondas alcançaram 2,60 metros de altura, dificultando a estabilidade das embarcações.

Apesar de o clima estar cada vez mais imprevisível e extremo, a tecnologia tem sido uma grande aliada para evitar tragédias no maior porto da América Latina. A Praticagem informou que utiliza sensores modernos espalhados pela região. Esses equipamentos medem em tempo real o tamanho das ondas, a altura da maré e a direção dos ventos. Com esses dados na mão, a Autoridade Marítima consegue decidir a hora exata de fechar o porto e o momento seguro para liberar o tráfego, mesmo que seja aos poucos, dependendo do tamanho e do peso de cada navio.

Estragos em toda a região

Enquanto o porto parava, as cidades vizinhas sofriam com a água. A chuva forte que caiu na segunda-feira deixou marcas profundas em toda a Baixada Santista. Itanhaém foi a cidade que mais recebeu água, acumulando 176 milímetros em apenas 24 horas. Peruíbe veio logo atrás, com 171 milímetros registrados, uma quantidade de chuva que, normalmente, levaria 15 dias para cair nessa época do ano.

Além dos alagamentos que invadiram casas e bloquearam ruas, houve quedas de árvores e transtornos em Santos, São Vicente, Guarujá e Cubatão. Até o momento, a Autoridade Portuária de Santos (APS) não divulgou um balanço sobre os prejuízos financeiros ou logísticos causados por essa pausa forçada nas operações.

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