Total é superior ao registrado no mesmo período de 2025; motociclistas representam 45% das vítimas, segundo dados do Infosiga
Redação Publicado em 24/08/2026, às 14h47
A Baixada Santista registrou 161 mortes no trânsito entre janeiro e julho de 2026, segundo dados do Infosiga, sistema do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP). O número representa duas vítimas a mais do que no mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 159 óbitos. Entre os nove municípios da região, Guarujá aparece com o maior total de mortes neste ano, enquanto Praia Grande apresentou a maior redução na comparação anual.
Dos municípios analisados, quatro registraram aumento no número de mortes em relação aos sete primeiros meses de 2025 e cinco apresentaram redução.
Guarujá passou de 19 para 30 óbitos, acréscimo de 11 mortes e maior crescimento registrado entre as cidades da Baixada Santista. Na sequência aparecem Bertioga e Mongaguá, que tiveram cinco mortes a mais cada, e Santos, com aumento de quatro casos.
Em sentido contrário, Praia Grande reduziu o número de vítimas de 35 para 27, oito mortes a menos do que no mesmo intervalo do ano passado. São Vicente passou de 26 para 20 mortes, enquanto Itanhaém e Peruíbe tiveram redução de quatro casos cada. Cubatão registrou uma morte a menos. Apesar da redução registrada em algumas cidades, o total regional permaneceu acima do observado no mesmo período do ano anterior.
Motociclistas concentram maior parcela das vítimas
Os dados também mostram que os motociclistas representam 45% das mortes no trânsito registradas na Baixada Santista em 2026. Pedestres correspondem a 16% das vítimas, enquanto ciclistas representam 14%. Os três grupos estão entre os mais vulneráveis em ocorrências de trânsito por estarem menos protegidos em caso de colisões ou quedas.
O especialista em trânsito Rafael Pedrosa destacou que motociclistas, ciclistas e pedestres têm maior exposição aos impactos por causa das características dos veículos ou pela ausência de estruturas de proteção. Segundo ele, essa vulnerabilidade contribui tanto para a gravidade das ocorrências quanto para o número de mortes envolvendo esses grupos.
Especialista aponta necessidade de prevenção
Pedrosa também relacionou os números à necessidade de ampliar políticas públicas voltadas à conscientização e à formação dos condutores. Na avaliação do especialista, comportamentos associados à pressa e ao desrespeito às regras de circulação podem aumentar o risco de acidentes. Entre as medidas citadas estão ações permanentes de educação no trânsito e melhorias na preparação de motoristas e motociclistas.
Os dados do Infosiga permitem acompanhar as mortes provocadas por ocorrências de trânsito em todo o estado de São Paulo e são utilizados para orientar políticas de segurança viária.