Psicóloga detalha sinais de exaustão e reforça que acompanhamento mental deve ser buscado antes de quadros graves de tensão
Redação Publicado em 27/08/2026, às 09h45
Sentir cansaço, preocupação ou tensão em momentos de sobrecarga faz parte das respostas biológicas naturais de adaptação do organismo humano diante das pressões cotidianas. No entanto, quando esse estado deixa de ser pontual e passa a interferir na qualidade do sono, no foco, no rendimento profissional e nas relações interpessoais, o corpo e a mente emitem alertas claros de que os limites saudáveis foram ultrapassados. No Dia do Psicólogo, celebrado nesta quinta-feira (27 de agosto), especialistas chamam a atenção para a necessidade de diferenciar o estresse do dia a dia de quadros mais complexos, como os transtornos de ansiedade e a síndrome de burnout.
Segundo a psicóloga Daise Rodrigues, da Hapvida, o estresse em si não configura automaticamente uma patologia, mas a frequência e a intensidade com que ele se manifesta exigem vigilância ativa. “O estresse é uma resposta natural do nosso organismo diante de situações que exigem adaptação. O sinal de alerta aparece quando se torna frequente, intenso e começa a prejudicar o funcionamento da pessoa no dia a dia”, explica a especialista.
Sinais de alerta e as particularidades do burnout
Entre os principais indícios de que o sofrimento emocional atingiu níveis críticos estão insônia contínua, irritabilidade frequente, falta de energia para compromissos rotineiros e a perda de prazer por atividades antes prazerosas. Além das manifestações psíquicas, a ansiedade severa desencadeia reflexos físicos imediatos, como taquicardia, tensão muscular constante e sensação ininterrupta de alerta.
Já o burnout possui características próprias e está diretamente vinculado ao ambiente e às relações de trabalho.
Prevenção contínua e o acolhimento institucional
A especialista reforça que a busca por suporte profissional não deve ocorrer apenas em momentos agudos de descompensação.
Essa cultura do cuidado também precisa ser incorporada pelo ambiente corporativo, em especial no setor da saúde, onde equipes lidam diariamente com a vulnerabilidade humana e a responsabilidade direta pela vida de terceiros. Projetos como o “Acolher Quem Acolhe”, mantido pela operadora, promovem rodas de conversa e reflexões integradas para amparar os próprios cuidadores, lembrando que a promoção da saúde emocional depende de empatia, descanso e redes sólidas de escuta qualificada.