Polícia Civil afirma que produtos eram anunciados pelas redes sociais; em imóvel na Vila Esperança, agentes apreenderam substâncias injetáveis, agulhas e um celular
Redação Publicado em 02/09/2026, às 16h11
Uma mulher de 31 anos foi presa em flagrante na segunda-feira (31), em Cubatão, suspeita de comercializar medicamentos emagrecedores sem registro sanitário por meio das redes sociais. Segundo a Polícia Civil, a investigação levou os agentes até um imóvel no bairro Vila Esperança, onde foram apreendidas substâncias destinadas ao emagrecimento, materiais para aplicação e um telefone celular.
De acordo com a corporação, as diligências começaram após a identificação de anúncios dos produtos na internet. A partir das informações reunidas, os policiais localizaram a suspeita e realizaram buscas no imóvel.
Durante a ação, os agentes encontraram uma ampola contendo tirzepatida acompanhada de um líquido destinado à mistura da substância. Também foi apreendida uma caneta identificada como “retatrutida”, além de seis agulhas utilizadas para aplicação e um recipiente vazio destinado ao armazenamento desses materiais. O telefone celular da investigada também foi recolhido e deverá integrar a apuração sobre a comercialização dos produtos pela internet. Segundo a Polícia Civil, os medicamentos encontrados não possuíam registro sanitário.
A apuração teve início depois que os policiais identificaram publicações oferecendo os produtos em plataformas digitais. A Polícia Civil informou que a mulher utilizava as redes sociais para divulgar a venda dos medicamentos. As informações divulgadas até o momento não detalham há quanto tempo os produtos eram comercializados, o número de eventuais compradores nem os valores cobrados. Também não foi informado de onde as substâncias apreendidas teriam sido adquiridas.
Após a apreensão, a mulher foi conduzida ao 1º Distrito Policial de Cubatão. Segundo a Polícia Civil, ela foi indiciada pelo crime previsto no artigo 273 do Código Penal, que trata da falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais. A suspeita permaneceu à disposição da Justiça após o registro da ocorrência.
A investigação deverá prosseguir para esclarecer a origem dos produtos, a forma de comercialização e eventual participação de outras pessoas no esquema.