A fiscalização ambiental em Mongaguá resultou na prisão de um homem por desmatamento ilegal em área de preservação permanente
Redação Publicado em 04/08/2026, às 08h43
Um homem foi abordado e conduzido à Delegacia Sede de Mongaguá após ser flagrado realizando o desmatamento ilegal em uma Área de Preservação Permanente (APP) situada no bairro Jardim Praia Grande, no litoral paulista. A ação fiscalizatória e de fiscalização ambiental ocorreu na manhã de quinta-feira (30) nas imediações do Cemitério Municipal, coordenada por equipes da Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente em conjunto com a Guarda Civil Municipal (GCM).
A intervenção dos órgãos públicos teve início após o recebimento de denúncias formuladas por moradores da região sobre a destruição não autorizada da vegetação nativa. No dia anterior, fiscais ambientais e guardas municipais já haviam comparecido ao endereço indicado, contudo o suspeito acabou fugindo para o interior da mata fechada ao notar a presença da viatura. Na manhã seguinte, após novas informações sobre o retorno do indivíduo ao local, a equipe retornou e conseguiu efetuar o flagrante no exato momento da infração.
Danos à vegetação nativa de nascente e apreensão de ferramentas
No local do flagrante, os fiscais constataram a abertura de uma clareira na mata por meio da corte e supressão de arbustos e árvores com altura superior a 1,5 metro. A vegetação afetada é composta por mata ciliar nativa situada ao lado de uma nascente de água, o que confere ao terreno a classificação legal de preservação permanente e proíbe qualquer tipo de ocupação ou exploração econômica sem licença prévia.
Durante o questionamento dos agentes ambientais, o homem alegou que pretendia utilizar o terreno desmatado para construir um abrigo improvisado e instalar um forno voltado à produção artesanal de panelas de barro. O suspeito recebeu voz de condução e foi levado ao 1º Distrito Policial de Mongaguá, onde as ferramentas utilizadas no crime ambiental — dois facões e uma enxada — foram devidamente apreendidas. A administração municipal optou por encaminhar a ocorrência diretamente à Polícia Civil para a realização de perícia técnica no local. O indivíduo responderá ao processo por crime ambiental em liberdade, e a Prefeitura reforçou que a população pode realizar denúncias pelos telefones de emergência da GCM e do setor de meio ambiente.