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Guarujá

Acusado de abusar de menino em praia de Guarujá morre após sofrer agressões em presídio

Homem de 53 anos estava internado com queimaduras e lesões graves. Ele foi preso em agosto após testemunha gravar o crime

- Foto: Reprodução/ Redes Sociais

Redação Publicado em 25/09/2026, às 08h26

Ocorreu nesta quinta-feira (24) o sepultamento de um homem de 53 anos que estava no centro de uma grave investigação criminal em Guarujá. Joselito Vitor dos Santos faleceu em São Paulo após passar vários dias internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital público. Ele havia sido transferido para a área médica em estado crítico, com fortes indícios de ter sofrido violência e agressões severas cometidas por outros detentos do sistema prisional. O espancamento teria ocorrido logo após sua prisão, motivada pela acusação de tentar abusar sexualmente de um menino na praia.

Complicações médicas e óbito

A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) confirmou parte do histórico do detento. Segundo a instituição oficial, o homem deu entrada no Centro de Detenção Provisória (CDP) I de Pinheiros no dia 9 de setembro. Já no momento da triagem, os agentes carcerários notaram que ele apresentava diversas queimaduras e machucados espalhados pelo corpo. O quadro de saúde piorou consideravelmente três dias depois, quando ele começou a passar muito mal dentro da cela.

Após receber um primeiro atendimento médico no ambulatório do próprio presídio, os profissionais decidiram enviá-lo para a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) da Lapa. Devido à piora acelerada do caso, foi necessária uma transferência de emergência para o Hospital Geral Vila Penteado. No local, a situação clínica evoluiu para um choque séptico refratário — que é uma infecção generalizada grave e incontrolável —, resultando em seu falecimento no último sábado (19). O órgão penitenciário informou que todos os procedimentos de socorro seguiram os protocolos legais e o corpo foi enterrado no Cemitério Jardim da Paz, no bairro Morrinhos.

O flagrante e a prisão

A captura do suspeito, que gerou muita revolta entre os moradores, aconteceu semanas antes de sua morte, mais precisamente na tarde do dia 30 de agosto. Toda a confusão começou na Praia da Enseada. A criança vítima do abuso estava aproveitando o dia de sol bem próxima ao pai, que jogava futebol com conhecidos na areia. O homem, que já era uma pessoa próxima da família, se aproveitou de um breve momento de distração paterna para agir. Ele convenceu o garoto a ir para uma área mais escura e escondida debaixo de um deck de madeira, usando a desculpa de que iria ajudar o menino a urinar.

O crime só foi paralisado porque uma pessoa que caminhava pelo local achou a movimentação bastante estranha e resolveu observar de perto. Essa testemunha pegou o celular e conseguiu gravar um vídeo bem claro da cena. Nas imagens repassadas às autoridades, o homem aparecia com a bermuda aberta, obrigando o garoto a participar de atos inadequados e tocando nas partes íntimas da vítima.

Percebendo que havia sido flagrado e filmado, o agressor fugiu correndo e deixou a criança para trás. Indignada com a situação, a testemunha ligou imediatamente para o telefone 190. Quando a equipe da Polícia Militar chegou até a faixa de areia, analisou a gravação com atenção, anotou os detalhes das roupas do fugitivo e seguiu a rota de fuga apontada pelas pessoas, conseguindo prender o suspeito poucos minutos depois.

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