A droga estava sendo preparada para envio ao exterior, utilizando táticas comuns no tráfico transnacional para evitar a fiscalização
Redação Publicado em 14/05/2026, às 10h01
Investigadores do 1º Distrito Policial de Santos deram um prejuízo e tanto para o tráfico internacional nesta terça-feira (12). Após três meses de um trabalho de formiguinha, vigiando um galpão na Vila Mathias, os policiais conseguiram apreender cerca de 181 kg de cocaína que estavam escondidos de um jeito bem inusitado: dentro de sacas de café.
O esquema funcionava na Rua Comendador Martins e usava a fachada de uma empresa de transportes para não levantar suspeitas. No papel, o lugar servia para logística, mas, na prática, era um ponto estratégico para esconder drogas que seriam enviadas para fora do país. Dois homens, um de 52 e outro de 25 anos, foram presos em flagrante durante a operação.
Flagrante no galpão
A equipe da Polícia Civil já estava de olho na movimentação do imóvel há tempo, fazendo campanas e monitorando quem entrava e saía. Na terça, os agentes perceberam uma agitação estranha lá dentro e decidiram que era a hora de agir. Ao serem questionados, os dois suspeitos que estavam no local se enrolaram e deram explicações totalmente diferentes sobre o que estavam fazendo ali.
Ao revistarem o estoque, os policiais encontraram diversos sacos de café e, no meio dos grãos, estavam escondidos 178 tijolos de cocaína. Além da droga, que pesou quase 200 quilos, seis celulares que pertenciam aos investigados também foram recolhidos para ajudar a descobrir quem mais faz parte dessa rede.
Rota internacional
A polícia acredita que a droga já estava sendo preparada para ser levada ao Porto de Santos e, de lá, seguir para o exterior. Esse tipo de tática, de misturar o entorpecente com cargas de exportação, é comum no tráfico transnacional para tentar enganar a fiscalização.
Agora, a dupla vai responder por tráfico de drogas e segue à disposição da Justiça. A investigação continua para entender se esse galpão na Vila Mathias recebia carregamentos frequentes e se há outras empresas de fachada envolvidas no esquema aqui na região.