Polícia

Dise de Santos descobre estufa de maconha em casa abandonada nos fundos de borracharia em São Vicente

Suspeito foi preso em flagrante com 125 pés da planta e porções embaladas para comercialização; defesa alegou que o cultivo era para fins medicinais

A polícia investiga o envolvimento do proprietário do imóvel e a autenticidade da licença apresentada - Imagem: Divulgação

Redação Publicado em 06/08/2026, às 09h54

Uma operação da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de Santos resultou na descoberta de um estufa estruturada para o cultivo de maconha em uma casa abandonada nos fundos de uma borracharia, na Rua Frei Gaspar, no Centro de São Vicente. A ação ocorreu na noite de quarta-feira (5) e culminou na prisão em flagrante de Jaisson Silveira Cardoso, de 47 anos. O local mantinha uma estrutura para o cultivo indoor e comercialização de variedades com alto teor de THC.

As investigações duraram cerca de um mês sob a coordenação do delegado Leonardo Rivau. Durante o período de monitoramento, agentes da Dise observaram um fluxo atípico de motoboys e frequentadores que permaneciam por poucos minutos no estabelecimento comercial, padrão incompatível com os serviços borrachairos.

Na noite da abordagem, os policiais sentiram o odor da substância na entrada do imóvel e encontraram uma passagem secreta no corredor, onde havia porções embaladas para distribuição, dando acesso à estrutura principal.

Cultivo tecnológico e alegação de uso medicinal

No interior da residência abandonada, os investigadores apreenderam 125 pés da planta mantidos com equipamentos de estufa com climatização, ar-condicionado e sistemas de iluminação artificial para acelerar o desenvolvimento. As mudas estavam catalogadas por nomes específicos como "Melonade", "Lemonade" e "Ice", referentes a variedades modificadas geneticamente para atingir maior concentração do princípio ativo THC e aroma diferenciado, produto conhecido no mercado ilícito como "maconha gourmet".

Durante o registro da ocorrência na delegacia, a defesa apresentou um habeas corpus preventivo assinado em nome do proprietário do imóvel, argumentando a existência de autorização judicial para o cultivo com finalidade medicinal.

De acordo com a Polícia Civil, a documentação apresentada não citava o endereço do flagrante. A corporação instaurou inquérito e solicitará a quebra do sigilo telefônico do acusado para verificar o eventual envolvimento do dono da casa e apurar a autenticidade das alegações sobre a licença medicinal.

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