Mulher de 38 anos, que acumulava mais de 20 mil seguidores nas redes sociais, divulgava aplicações de toxina botulínica e preenchimentos. Polícia apreendeu medicamentos, substâncias injetáveis e equipamentos em imóveis de Cubatão e Santos.
Redação Publicado em 07/11/2026, às 10h42
Uma mulher de 38 anos foi indiciada pela Polícia Civil por exercício ilegal da profissão após investigação sobre a realização de procedimentos estéticos invasivos sem comprovação de habilitação legal. Segundo a corporação, ela se apresentava publicamente como biomédica e divulgava nas redes sociais os atendimentos que realizava. A investigada possui mais de 20 mil seguidores.
As apurações foram conduzidas pelo 7º Distrito Policial de Santos, no litoral de São Paulo. De acordo com a Polícia Civil, a mulher anunciava e executava procedimentos de harmonização facial e corporal, aplicação de toxina botulínica, preenchimentos com ácido hialurônico e bioestimuladores.
Embora trabalhasse como esteticista, a investigada não teve inscrição válida localizada junto ao Conselho Regional de Biomedicina da 1ª Região (CRBM1), conforme informou a polícia. A corporação afirma que os procedimentos divulgados e realizados ultrapassavam os limites de atuação profissional da área de estética.
Durante a investigação, os policiais também identificaram publicações com imagens de produtos sujeitos a controle sanitário e comercialização sob prescrição médica. Foram encontrados ainda registros de atendimentos realizados tanto em ambiente domiciliar quanto em um estabelecimento comercial relacionado ao setor de estética.
Além de pacientes na Baixada Santista, a mulher também atendia nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. Em suas redes sociais, ela mencionava atender influenciadores, entre eles Andressa Urach. Procurada, a equipe da atriz informou que não irá se manifestar sobre o caso.
Na sexta-feira (6), policiais cumpriram mandados de busca e apreensão em dois imóveis de Cubatão e em uma clínica localizada em Santos. A operação foi informada pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP).
Nos endereços, foram apreendidos medicamentos, substâncias injetáveis, seringas, documentos, dois aparelhos celulares e uma máquina de cartão. Segundo a polícia, os locais apresentavam estrutura compatível com a realização de procedimentos de estética invasiva.
A mulher foi conduzida ao 7º Distrito Policial, mas não permaneceu presa porque não houve situação de flagrante. Ela foi indiciada por exercício ilegal da profissão e deverá responder ao processo em liberdade.
Os materiais recolhidos serão submetidos à perícia para verificar procedência, regularidade, condições de armazenamento, autenticidade e adequação às normas sanitárias. Caso sejam constatadas irregularidades, a investigada poderá responder também por eventual crime relacionado a produto medicinal irregular.