Baixada Santista

Fiscalização barra 51 visitantes com entorpecentes em unidades prisionais da Baixada e Vale do Ribeira

Comparado ao mesmo período de 2025, houve um aumento no número de visitantes interceptados, embora o volume de drogas tenha sido menor

- Foto: Divulgação/ SAP

Redação Publicado em 07/08/2026, às 11h18

As fiscalizações em presídios da Baixada Santista e do Vale do Ribeira resultaram no flagrante de 51 pessoas tentando entrar com materiais proibidos no primeiro semestre de 2026. Segundo levantamento da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), as apreensões ocorreram em unidades prisionais localizadas em São Vicente, Praia Grande, Mongaguá e Registro, somando mais de 2 kg de entorpecentes recolhidos pelas equipes de segurança.

Ao todo, os agentes conseguiram interceptar 1,38 kg de maconha, 639 gramas de cocaína e 12 gramas de skunk, totalizando cerca de 2,03 kg de drogas. As tentativas de entrada clandestina de materiais ilícitos ocorreram nos momentos de vistoria que antecedem as visitas aos detentos. Para detectar as substâncias escondidas junto ao corpo ou em pertences sem necessidade de contato físico, os policiais penais utilizaram equipamentos de alta tecnologia, como escâneres corporais (body scans) e aparelhos de raio-X.

Aumento no número de flagrantes na região

Na comparação com os primeiros seis meses de 2025, a Baixada Santista e o Vale do Ribeira registraram uma alta no total de visitantes interceptados, subindo de 41 para 51 casos. Apesar do crescimento nas abordagens, o volume de drogas recolhido no ano passado foi superior, atingindo 3,2 kg de maconha e 485 gramas de cocaína, além de um aparelho celular.

O cenário regional reflete um desafio enfrentado em todo o território paulista. No acumulado do estado de São Paulo, 633 pessoas foram flagradas tentando burla a segurança dos presídios entre janeiro e junho de 2026, resultando no recolhimento de 36 kg de substâncias diversas, incluindo drogas sintéticas, crack e haxixe. Todos os entorpecentes apreendidos nas unidades da região foram encaminhados para perícia na Polícia Técnico-Científica e registro de boletim de ocorrência, enquanto as diretorias dos presídios abriram apurações administrativas internas para apurar as responsabilidades.

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