Prisão ocorreu na madrugada de segunda (5) no bairro Campos Elísios, em Itanhaém. Suspeito articulava compra de fuzis na Baixada
Redação Publicado em 06/10/2026, às 08h49
Uma operação de inteligência e alta precisão das forças de segurança do estado desarticulou os passos de um foragido de alta periculosidade no litoral paulista. Na última segunda-feira (5), policiais militares vinculados ao Comando de Operações Especiais (COE), com o apoio estratégico do Policiamento de Choque, prenderam em Itanhaém um homem apontado como peça-chave na estrutura de influência do alto escalão do Primeiro Comando da Capital (PCC). O investigado, amplamente conhecido no submundo do crime pelo apelido de “Pato Rouco”, atuava na região de Piracicaba, no interior do estado, e estava com mandado de prisão em aberto.
Liderança, articulação de fuzis e fuga para o litoral
De acordo com as apurações conduzidas pela inteligência policial, "Pato Rouco" exercia uma posição de forte liderança e influência na organização criminosa na região piracicabana. As investigações revelaram um plano grave: o suspeito estaria diretamente envolvido na articulação para a aquisição de armamento pesado, especificamente fuzis, na Baixada Santista, armamentos que seriam posteriormente remetidos ao interior com o objetivo de equipar criminosos para atentados contra agentes da Polícia Militar.
Enquanto tentava escapar do cerco policial e se manter oculto das autoridades, o líder faccionado acabou migrando para o litoral de São Paulo. Com o monitoramento de seus passos, equipes especializadas intensificaram as diligências até fechar o cerco contra o foragido.
Abordagem no Campos Elísios e apreensões
A captura do investigado ocorreu na madrugada de segunda-feira, após um cerco tático montado no bairro Campos Elísios, na cidade de Itanhaém. Durante a abordagem, os policiais cumpriram a ordem judicial de prisão e realizaram uma varredura rigorosa nos pertences do suspeito.
Na ocasião, a equipe apreendeu diversos dispositivos eletrônicos e de armazenamento que estavam em sua posse, incluindo um aparelho celular, um pen drive, um roteador e um cartão de memória. O material recolhido será submetido a perícias técnicas avançadas pela polícia judiciária, o que poderá abrir novos caminhos nas investigações para identificar outros comparsas, rotas de tráfico de armas e conexões da facção entre o interior paulista e as cidades da Baixada Santista.
Condenação anterior e trâmites judiciais
Além da gravidade das suspeitas envolvendo o planejamento de ataques contra policiais e o tráfico de armamentos de grosso calibre, "Pato Rouco" já acumulava uma condenação definitiva expedida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).
A ordem judicial que fundamentou a prisão também cumpriu uma pena fixada em cinco anos e dez meses de reclusão em regime fechado pela prática do crime de tráfico de drogas. Após a formalização da captura e a apreensão dos eletrônicos em Itanhaém, a ocorrência foi encaminhada aos órgãos competentes da Justiça, onde o criminoso permaneceu recluso à disposição do Poder Judiciário.