Agressor portava revólver calibre .38 carregado e com uma munição já deflagrada; arma foi apreendida pela PM
Redação Publicado em 13/03/2026, às 10h26
Uma tarde de domingo (9) que deveria ser de descanso terminou em prisão e apreensão de arma de fogo no bairro Humaitá, em São Vicente. Um homem, cuja identidade foi preservada pelas autoridades, foi preso em flagrante por violência doméstica após uma discussão familiar que escalou para ameaças graves.
A intervenção da Polícia Militar foi crucial para evitar uma tragédia, sendo motivada por um chamado desesperado de socorro vindo da própria residência do casal, localizada na Rua Manoel Cavalcante de Souza.
Ao chegarem ao local, os policiais foram recebidos pela filha do casal, que relatou o cenário de tensão: o pai estava extremamente alterado e em meio a um embate agressivo com a mãe. O clima de hostilidade não se dissipou com a chegada da guarnição; pelo contrário, o suspeito demonstrou resistência ativa à abordagem policial, ignorando as ordens das autoridades e exigindo que os agentes utilizassem técnicas de contenção física para imobilizá-lo com segurança.
Apreensão de arma com numeração raspada
Após o homem ser devidamente contido, os policiais realizaram uma busca pessoal e encontraram o motivo do maior perigo: ele portava um revólver calibre .38. O armamento apresentava a numeração raspada, uma característica comum em armas de origem ilícita utilizadas para dificultar o rastreamento por parte dos órgãos de segurança. Além do revólver, foram apreendidas cinco munições intactas e uma já deflagrada, o que indica que a arma poderia ter sido utilizada recentemente ou em disparos de advertência.
A presença de uma munição deflagrada aumenta a gravidade do caso, pois sugere que o ambiente de violência doméstica já havia ultrapassado as barreiras das agressões verbais. A posse de arma com numeração suprimida é considerada crime inafiançável na fase policial, o que agrava consideravelmente a situação jurídica do agressor perante o Judiciário. Todo o material bélico foi recolhido para passar por perícia técnica.
Encaminhamento à Delegacia da Mulher
Diante das evidências de agressão e da posse ilegal de arma de fogo, o suspeito foi conduzido à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de São Vicente. Na unidade especializada, a autoridade policial ratificou a prisão em flagrante. O caso foi registrado não apenas sob a ótica da Lei Maria da Penha, mas também como porte ilegal de arma de fogo de uso restrito (devido à numeração raspada) e resistência.
O homem permanece sob custódia e à disposição da Justiça, aguardando a audiência de custódia onde será definido se responderá ao processo em liberdade ou se a prisão será convertida em preventiva. A Polícia Militar reforça a importância de denúncias rápidas em casos de violência doméstica, destacando que a atitude da filha em acionar o 190 foi determinante para desarmar o agressor e proteger a integridade física da mãe.