Crime ocorreu em fevereiro de 2022 e envolveu fraude por aplicativo de mensagens; vítima foi induzida a transferir dinheiro após criminosos se passarem por familiar
Redação Publicado em 29/04/2026, às 17h46
Uma mulher foi condenada pela Justiça por participação em um golpe aplicado por meio de aplicativo de mensagens contra uma idosa de 70 anos, moradora de Santos. A decisão reconheceu que a ré atuou ao disponibilizar sua conta bancária para movimentação de valores obtidos de forma fraudulenta.
O crime ocorreu em fevereiro de 2022, quando a vítima recebeu mensagens de um número desconhecido, mas com a foto de perfil semelhante à da filha. A abordagem levou a idosa a acreditar que se tratava de um pedido legítimo de ajuda financeira. Convencida, ela solicitou ao marido que realizasse uma transferência no valor de R$ 3,8 mil.
A fraude foi descoberta logo após o envio do comprovante à verdadeira filha, quando a família percebeu que havia sido enganada. O caso foi registrado na polícia, que identificou que o valor havia sido depositado na conta da acusada.
Durante as investigações, foi constatado que a maior parte do dinheiro foi repassada a terceiros, prática que, segundo a sentença, caracteriza o uso de “conta de passagem” — mecanismo frequentemente utilizado para dificultar o rastreamento de recursos obtidos em crimes virtuais.
Apesar de o Ministério Público ter apontado dúvidas sobre a intenção da acusada ao ceder a conta, a Justiça entendeu que havia elementos suficientes para indicar sua participação no esquema. A magistrada destacou que a movimentação financeira indicava ciência sobre a origem ilícita dos valores.
A mulher foi condenada por estelionato a um ano e quatro meses de prisão em regime aberto, pena que foi convertida em prestação de serviços à comunidade e pagamento de multa. Além disso, ela deverá ressarcir o valor perdido pela vítima.
A defesa informou que pretende recorrer da decisão, alegando ausência de provas de que a ré tinha conhecimento do golpe.
Casos desse tipo têm se tornado cada vez mais frequentes, com criminosos utilizando aplicativos de mensagens para se passar por familiares e solicitar transferências bancárias, especialmente de pessoas idosas.