Santos

Justiça decreta prisão temporária e investigado por morte de homem no BNH da Aparecida vira foragido em Santos

Justiça decreta prisão temporária de Ronaldo Miguel Ramos; investigado por homicídio no BNH da Aparecida é considerado foragido

- Foto: Reprodução

Redação Publicado em 22/09/2026, às 08h38

O passeio rotineiro com o cachorro que terminou de forma trágica na última sexta-feira (18), no bairro BNH da Aparecida, em Santos, teve novos desdobramentos importantes nesta investigação. A Polícia Civil confirmou que Ronaldo Miguel Ramos, de 49 anos, apontado como o autor do assassinato de Alexander Silva dos Santos, de 51, agora é considerado um foragido da Justiça. O mandado de prisão temporária foi decretado após a identificação do suspeito, mas os agentes do 3º Distrito Policial não o encontraram nas diligências realizadas.

O crime ocorreu na Rua Jurubatuba, quando Alexander foi surpreendido e atingido por vários golpes de faca enquanto conversava com uma testemunha. Mesmo sendo socorrido rapidamente pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado à Santa Casa de Santos, ele não resistiu aos ferimentos e faleceu.

Linha de investigação e o histórico do suspeito

De acordo com o delegado Wagner Camargo Gouveia, responsável pelo caso, a principal linha apurada aponta para uma possível motivação de vingança. O investigado teria alegado a conhecidos que o crime estaria ligado a um suposto relacionamento que a vítima manteve com sua companheira no período em que ele esteve preso. No entanto, a polícia avalia com cautela essa versão, ponderando principalmente o longo intervalo de aproximadamente cinco anos entre a saída do suspeito do sistema prisional e a data do homicídio.

Durante as buscas, os policiais estiveram em um imóvel pertencente à mãe de Ronaldo para tentar cumprir o mandado de prisão e recolher roupas que pudessem passar por perícia. Vizinhos relataram que o homem não morava fixamente no local, mas frequentava a casa da mãe para se alimentar e dormir ocasionalmente, sendo visto por familiares como um histórico de conflitos.

O delegado destacou a alta periculosidade do suspeito, que já acumula antecedentes criminais por tráfico de drogas e porte de arma. Devido à forma como a agressão foi cometida, a autoridade policial indicou que o inquérito poderá apontar qualificadoras como motivo fútil, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima, crimes cuja pena de reclusão pode variar de 12 a 30 anos.

Perícia na arma do crime

Enquanto as equipes continuam nas ruas em busca do paradeiro do foragido, o trabalho técnico avança. Uma faca apontada como a possível arma utilizada no crime foi encontrada por uma moradora da região, que a entregou enrolada em uma toalha aos policiais. O objeto apresentava vestígios de sangue e foi encaminhado para exames periciais no Instituto de Criminalística, o que ajudará a corroborar a dinâmica do assassinato e a consolidar as provas reunidas pela Polícia Civil.

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