Mulher procurou a Delegacia da Mulher após filho expor hábitos diários e proferir ofensas na madrugada de quarta-feira
Redação Publicado em 16/10/2026, às 10h45
O medo dentro da própria rotina e a violência psicológica praticada por quem deveria proteger levaram uma mãe a recorrer à Polícia Civil em Praia Grande. Na última quarta-feira (14), uma moradora procurou a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) para denunciar o próprio filho por uma sequência de ofensas verbais, intimidações veladas e graves ameaças de morte. Entre as declarações relatadas pela vítima, o suspeito teria afirmado que passaria com o carro por cima dela e que colocaria fogo no imóvel da família.
Carro estacionado no portão e vigília constante
De acordo com as informações descritas no boletim de ocorrência, o homem residia com a mãe e outros parentes até poucos meses atrás, quando acabou sendo expulso devido ao histórico contínuo de atritos, brigas e agressões verbais. Sem aceitar o afastamento, ele transformou um veículo em abrigo provisório e o estacionou fixamente em frente ao portão da residência da família.
A denunciante detalhou que o local passou a ser frequentado por terceiros durante as noites para o consumo compartilhado de entorpecentes ao lado do filho. Na madrugada de quarta-feira, perturbada por gritos na calçada, a mulher foi até o portão e pediu para que o rapaz se retirasse, lembrando que ele já não morava mais ali e que a vizinhança precisava descansar.
A resposta veio em tom agressivo: o filho disparou ofensas de baixo calão, xingando a vítima de "vagabunda", "rapariga" e "maldita", além de declarar repetidamente que ela "não valia nada".
Intimidações e histórico criminal
Em seguida, o homem partiu para ameaças diretas à integridade física da genitora. Conforme o termo registrado na DDM, ele alegou conhecer todos os passos e horários da mãe, citando especificamente os dias em que ela sai para comprar pão ou fazer compras na feira livre. Para intensificar o terror psicológico, o agressor mencionou notícias de crimes familiares e pontuou de forma intimidatória: “Tudo pode acontecer, né?”.
A vítima informou às autoridades não dispor de testemunhas ou gravações das abordagens, mas expressou temor imediato por sua vida e solicitou a concessão urgente de medidas protetivas com o objetivo de afastar o filho do perímetro do imóvel.
Nas apurações preliminares de antecedentes criminais, os agentes constataram que o homem já possui passagens anteriores pelo sistema prisional pelo crime de roubo. O caso agora está sob os cuidados do delegado titular da unidade especializada, que avalia a solicitação cautelar para determinar as providências legais.