Polícia

Mulher foge de cárcere privado e pede ajuda a pedestres após ser agredida em Guarujá

Vítima aproveitou momento de distração do companheiro de 22 anos para correr pela rua no bairro Enseada

Atentado à liberdade termina com vítima ferida na UPA e investigação na Delegacia da Mulher - Imagem: Divulgação

Redação Publicado em 25/06/2026, às 09h54

Uma fuga desesperada em busca de socorro mobilizou as forças de segurança no bairro Enseada, em Guarujá. Uma jovem de 27 anos conseguiu aproveitar uma brecha na vigilância do companheiro para escapar de uma residência localizada na Rua Acre, onde vinha sendo mantida presa contra a sua vontade. Assim que ganhou a calçada, ela correu pela via pública e clamou por ajuda aos pedestres que passavam pela região, que acionaram o atendimento de emergência na tarde desta terça-feira (24).

Os policiais militares foram deslocados rapidamente para as coordenadas indicadas pelas testemunhas e localizaram a jovem bastante abalada e machucada. Em conversa com os agentes, ela relatou que o namorado, de 22 anos, era o responsável por trancá-la no imóvel. Além de ser impedida de sair, a vítima revelou ter sofrido violência física extrema durante o período de confinamento, sendo alvo de diversos socos e agressões severas concentradas na região do rosto.

Diante do estado de saúde em que se encontrava, a jovem foi acolhida pelas equipes de resgate e transportada imediatamente à Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) da Enseada. Ela recebeu os primeiros atendimentos médicos para tratar os ferimentos decorrentes dos golpes sofridos e permaneceu em observação clínica em um leito da unidade hospitalar.

Registro na delegacia especializada e andamento do caso

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo confirmou que o caso foi direcionado para os setores especializados de proteção à mulher no município para que todas as providências legais sejam tomadas.

A polícia trabalha para coletar depoimentos de vizinhos que possam ter ouvido a movimentação ou presenciado o momento em que a jovem ganhou a rua para fugir das agressões. Medidas protetivas de urgência devem ser solicitadas ao Poder Judiciário para garantir a integridade da vítima assim que ela receber a alta médica.

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