Prefeitura lacrou o estabelecimento comercial e todo o material foi encaminhado para a delegacia de Santos
Redação Publicado em 29/06/2026, às 11h01
Uma operação policial contra o comércio irregular terminou com o fechamento de um estabelecimento comercial que funcionava sem autorização na Baixada Santista. Um ferro-velho clandestino foi interditado pelas equipes de fiscalização da prefeitura durante uma batida surpresa da Polícia Militar no Morro São Bento, em Santos. Além das irregularidades administrativas no comércio de recicláveis, os policiais militares encontraram aparelhos de jogos de azar eletrônicos ocultos no endereço e uma grande quantidade de mercadorias suspeitas.
O flagrante aconteceu na tarde de quinta-feira (25), enquanto as viaturas subiam o morro para realizar a Operação Impacto Pronta Resposta. Ao entrarem no galpão para vistoriar a estrutura e checar os documentos de funcionamento, os policiais perceberam que o espaço era usado para esconder cinco máquinas do tipo caça-níqueis, configurando o crime de contravenção penal por exploração de jogos proibidos.
Contrabando e materiais sem nota fiscal
A busca dentro do ferro-velho revelou que o depósito funcionava como uma espécie de centro de distribuição de materiais de procedência duvidosa. Os policiais revistaram os cômodos e recolheram os seguintes itens:
Como o proprietário do depósito não apresentou nenhuma nota fiscal ou comprovante de origem para justificar aquele estoque de mercadorias, a Polícia Militar deu voz de prisão aos responsáveis e acionou imediatamente o setor de posturas do município. Os fiscais da prefeitura preencheram os autos de infração e lacraram o portão do ferro-velho de forma definitiva por falta de alvará.
Toda a carga apreendida, incluindo os eletrônicos e o cobre, foi colocada em caixas e levada em viaturas até o distrito policial da área. O delegado de plantão registrou o boletim de ocorrência por receptação, crime contra a economia popular e falta de licença ambiental. Os objetos permanecerão trancados no depósito da Polícia Civil e ficarão à disposição do Poder Judiciário enquanto as investigações tentam descobrir quem são os verdadeiros donos dos celulares e cartões apreendidos.