Indivíduo utilizava motocicleta para entregas rápidas, misturando-se a entregadores comuns na cidade
Redação Publicado em 14/05/2026, às 10h26
Um esquema de entrega de entorpecentes, que funcionava como um verdadeiro serviço de "delivery" ilegal, foi desarticulado pela Polícia Civil nesta terça-feira (12). A operação, realizada pelos investigadores da 2ª DISE/DEIC, teve como alvo principal o bairro Saboó, onde um jovem de 23 anos acabou preso em flagrante por comandar a distribuição das drogas via aplicativos de mensagens.
A investigação já vinha rolando há algum tempo e os policiais conseguiram mapear exatamente como o grupo trabalhava. O suspeito usava o WhatsApp para receber as encomendas e utilizava uma motocicleta para fazer as entregas rápidas pela cidade, tentando se misturar aos entregadores comuns que circulam por Santos. O monitoramento prévio feito pelos agentes foi essencial para flagrar o momento certo de agir e realizar a prisão.
Casa-cofre e o estoque do crime
O trabalho policial não parou na primeira abordagem. Os agentes foram até a casa do rapaz, na Travessa Três, e lá encontraram uma boa quantidade de maconha, cocaína e haxixe, além de quase mil reais em dinheiro vivo, balanças e embalagens. Mas o "estoque principal" estava escondido em um segundo endereço, na Rua Ernesto Fulgoso. Esse local funcionava como uma "casa-cofre", servindo apenas para guardar o grosso da mercadoria.
Nesse segundo imóvel, o volume de drogas impressionou:
Toda a droga já estava separada e devidamente embalada, pronta para ser enviada aos clientes que faziam os pedidos pelo celular.
Pedido de prisão preventiva
Com o flagrante montado e a enorme quantidade de material apreendido, o delegado responsável pelo caso não pensou duas vezes e já solicitou à Justiça que a prisão do jovem seja convertida em preventiva. O argumento é que, pela estrutura do negócio e o volume de entorpecentes, o rapaz representa um risco à ordem pública. Agora, o investigado segue à disposição do Poder Judiciário, enquanto a polícia tenta identificar outros possíveis integrantes dessa rede de "disk drogas".