Homem foi condenado a 22 anos de prisão por abusar da própria neta, gerando revolta na comunidade local
Redação Publicado em 02/04/2026, às 09h48
A Polícia Civil de Jacupiranga, no Vale do Ribeira, interior de São Paulo, realizou uma importante ação de segurança pública nesta terça-feira (31). Agentes da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) conseguiram localizar e prender um homem de 58 anos que estava foragido após ser condenado a uma pena de 22 anos de prisão em regime fechado. O crime, classificado como estupro de vulnerável, foi cometido contra a própria neta do acusado, gerando grande indignação na comunidade local e mobilizando as autoridades especializadas no combate à violência doméstica e sexual.
A prisão ocorreu na região central da cidade, após um trabalho de inteligência que mapeou os passos do condenado. A identidade do homem foi preservada pela corporação para garantir o sigilo e a proteção da vítima, conforme estabelecido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Após a detenção, o acusado foi levado à unidade policial para a formalização do mandado e, posteriormente, submetido a uma audiência de custódia, onde o Poder Judiciário ratificou a necessidade da sua manutenção sob custódia estatal para o início imediato do cumprimento da sentença.
Relembre o caso
As investigações que levaram à condenação superior a duas décadas revelaram detalhes perturbadores sobre a dinâmica do crime, ocorrido originalmente no ano de 2021. Na época, a vítima tinha apenas 13 anos. O agressor utilizava sua posição de confiança dentro do núcleo familiar para ter acesso à residência da própria filha, mãe da menina. Ele realizava trabalhos de manutenção e serviços de pedreiro no imóvel, aproveitando-se estrategicamente dos momentos em que ficava sozinho com a neta para praticar os abusos.
A gravidade do caso é acentuada pelo fato de o crime ter ocorrido em um ambiente que deveria ser de proteção para a menor. O laudo das investigações apontou que o homem se valia da autoridade de avô e da vulnerabilidade da adolescente para manter o ciclo de violência. A sentença de 22 anos reflete o entendimento da Justiça sobre a crueldade dos atos e a necessidade de uma punição severa para crimes desta natureza.
Delegacia de Defesa da Mulher
A captura deste indivíduo é vista como uma vitória das unidades especializadas da Polícia Civil no interior paulista. A Delegacia de Defesa da Mulher de Jacupiranga reforçou que o monitoramento de condenados por crimes sexuais é uma prioridade para garantir que as sentenças não fiquem apenas no papel. Até o fechamento desta reportagem, a defesa do homem de 58 anos não foi localizada para se manifestar sobre a prisão ou sobre o processo judicial que culminou na condenação.
As autoridades aproveitam o desdobramento deste caso para incentivar que denúncias de abusos contra menores sejam realizadas por meio do Disque 100 ou diretamente nas delegacias especializadas. A rede de proteção à criança e ao adolescente em Jacupiranga permanece acompanhando o caso, garantindo suporte psicológico e social à vítima e sua família, que agora buscam retomar a rotina após o encerramento deste doloroso capítulo jurídico.