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Polícia de Santos descobre "central" do golpe do falso advogado em Guarujá

Criminosos fingiam ser advogados e enganavam vítimas com promessas de valores judiciais, exigindo taxas antecipadas

Polícia Civil cumpre mandados de busca e apreensão em Guarujá para desarticular esquema de estelionato eletrônico - Foto: Divulgação/ Polícia Civil

Redação Publicado em 13/04/2026, às 08h43

Um esquema de estelionato eletrônico que vinha enganando pessoas na região está na mira da Polícia Civil de Santos. Na manhã da última sexta-feira (10), agentes do 1º Distrito Policial cumpriram mandados de busca e apreensão para desarticular o chamado "golpe do falso advogado". Até agora, as investigações apontam que o prejuízo causado às vítimas gira em torno de R$ 3 mil, mas o número de pessoas enganadas pode ser ainda maior.

O alvo da operação foi um imóvel na Rua Atílio Gelsomini, na Vila Rosalina, em Guarujá. Segundo a polícia, havia fortes indícios de que o local funcionava como uma base para planejar e executar os golpes por aplicativos de mensagens.

Como os golpistas agiam

A estratégia era bem articulada: os criminosos fingiam ser advogados e entravam em contato com as vítimas com uma notícia boa, mas falsa. Eles afirmavam que havia valores judiciais prontos para serem recebidos, mas, para que o dinheiro fosse liberado, o cliente precisaria pagar taxas antecipadas. Com a expectativa de receber uma quantia maior, as vítimas acabavam caindo na armadilha e fazendo as transferências.

Durante a vistoria na casa, os policiais encontraram um homem de 29 anos, o principal suspeito. No local, foram apreendidos:

Os eletrônicos foram levados para a perícia, onde os investigadores vão extrair dados para tentar descobrir quem mais foi vítima do grupo. Já as joias e os relógios foram entregues à companheira do investigado, que ficou como responsável por guardar os bens enquanto o processo corre.

Próximos passos 

O homem de 29 anos foi levado para a delegacia de Santos, prestou depoimento e foi liberado, já que não houve prisão em flagrante. O inquérito policial continua aberto e o objetivo agora é entender se o golpe era maior do que se imagina e se existem outros envolvidos no esquema.

A Polícia Civil alerta que nenhum advogado sério pede pagamentos de taxas por WhatsApp para liberar dinheiro de processos. O ideal é sempre desconfiar de promessas de dinheiro fácil e, em caso de dúvida, procurar o escritório de advocacia pessoalmente ou checar o processo direto no site do Tribunal de Justiça.

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