Caso o guarda civil apresente justificativa válida, o depoimento poderá ser remarcado; caso contrário, não haverá nova intimação.
Otávio Alonso Publicado em 10/03/2026, às 02h23
Um guarda civil municipal aposentado de 58 anos, identificado como Christiano José Bezerra Da Silva, deixou de comparecer ao interrogatório marcado pela Polícia Civil nesta segunda-feira (9), em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Ele é investigado por suspeita de agredir o próprio cachorro dentro do elevador de um prédio no bairro Vila Caiçara. O caso veio à tona após denúncia anônima e análise de imagens de câmeras de monitoramento do edifício.
A investigação começou na última terça-feira, dia 3, quando policiais do 3º Distrito Policial da cidade foram até o condomínio após receberem informações sobre possíveis maus-tratos. No local, os agentes tiveram acesso às gravações das câmeras de segurança e confirmaram as agressões registradas no elevador.
Na sexta-feira (6), a Polícia Civil cumpriu um mandado de busca e apreensão para retirar o animal da posse do tutor. Na mesma ocasião, o investigado foi formalmente intimado a prestar depoimento nesta segunda-feira na delegacia responsável pelo caso.
De acordo com o delegado Rodrigo Martins Iotti, responsável pela investigação, o interrogatório é a oportunidade para que o investigado apresente sua versão dos fatos e responda às acusações.
Segundo o delegado, porém, a legislação não obriga o investigado a comparecer ao interrogatório. O entendimento já foi consolidado pelo Supremo Tribunal Federal, o que significa que a ausência não interfere no andamento do inquérito policial.
Iotti afirmou ainda que o guarda civil aposentado continua sendo investigado em liberdade por suspeita de maus-tratos contra animal. Caso ele apresente uma justificativa considerada plausível para a ausência, o depoimento poderá ser remarcado. Caso contrário, não haverá nova intimação.
Até a última atualização do caso, a defesa de Christiano José Bezerra Da Silva não havia sido localizada para comentar a investigação.