Polícia

Técnica de enfermagem é flagrada com remédios na bolsa ao sair de hospital

Funcionária alega que remédios eram sobras de pacientes, mas hospital afirma que regras proíbem saída de medicamentos

Uma jovem de 23 anos é investigada por furtar medicamentos do Hospital Leopoldo Bevilacqua e vendê-los ilegalmente - Foto: PM e Governo do Estado

Redação Publicado em 10/04/2026, às 10h20

Uma jovem de 23 anos, que trabalha como técnica de enfermagem no Hospital Leopoldo Bevilacqua, em Pariquera-Açu, está sendo investigada por uma situação bem complicada. Ela foi flagrada com vários remédios, seringas e ampolas dentro da bolsa enquanto saía do trabalho na última quarta-feira (8). A polícia chegou até ela após receber denúncias de que os furtos aconteciam todo dia e os materiais eram vendidos por fora.

Regras do hospital e a versão da funcionária

No momento em que foi parada pelos policiais, a jovem estava acompanhada do namorado, que também trabalha como técnico de enfermagem. Ela tentou se explicar dizendo que aqueles remédios eram sobras dos pacientes atendidos durante o seu turno. Segundo ela, o material foi guardado na bolsa de um jeito improvisado e ela acabou esquecendo de devolver para a farmácia do hospital antes de ir para casa.

Porém, a direção do hospital deixou claro para a Polícia Civil que as regras são bem rígidas. Um representante da unidade explicou que qualquer sobra de remédio precisa ser entregue obrigatoriamente assim que o plantão acaba. É totalmente proibido que qualquer funcionário saia do prédio carregando esses itens, já que todo o controle é feito com base nas receitas médicas de cada paciente.

Investigação e os próximos passos

Um detalhe que chamou a atenção foi uma caixa de anabolizantes que também estava com o casal. Mas, nesse caso, o namorado da técnica conseguiu provar que o remédio era dele e apresentou uma receita médica, o que tirou esse item da lista de suspeitas.

Como a jovem não tinha passagens pela polícia e apresentou essa versão de que "esqueceu" de devolver os remédios, o delegado decidiu não deixá-la presa em flagrante na hora. Ela foi ouvida e liberada, mas agora a Polícia Civil abriu um inquérito para investigar se ela realmente estava vendendo esses medicamentos de forma ilegal. O hospital também informou que está tomando todas as medidas internas necessárias para lidar com o caso.

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