Baixada Santista

Testemunha que participou de imobilização de homem no Embaré presta depoimento à polícia

Polícia Civil ouve homem envolvido em imobilização de vítima morta por asfixia no Embaré; suspeito alega ter segurado braços

- Foto: Reprodução/ PM

Redação Publicado em 27/08/2026, às 08h21

Um novo depoimento prestado à Polícia Civil trouxe detalhes inéditos sobre a contenção de Douglas Pagliuca, de 40 anos, que morreu após sofrer um episódio de surto na Rua Pedro Ivo, no bairro Embaré, em Santos, no dia 30 de julho. O homem ouvido pelas autoridades no 3º Distrito Policial de Santos compareceu de forma espontânea, confirmou que participou da imobilização física, mas negou ter cometido qualquer tipo de agressão contra a vítima.

Em sua declaração, a testemunha afirmou que decidiu intervir ao notar que Douglas estava em visível descontrole emocional, danificando carros estacionados e colocando a própria vida e a integridade de terceiros em perigo. O depoente relatou que apenas segurou os braços da vítima durante a contenção e aguardou no local até a chegada do socorro, alegando não ter visto se algum dos outros participantes aplicou força excessiva ou compressão na região cervical de Douglas. O esclarecimento é considerado central no inquérito, uma vez que o laudo do Instituto Médico Legal (IML) atestou asfixia mecânica como a causa da morte.

Imagens revelam golpe mata-leão e amarração com cordas

O episódio ocorreu no fim da tarde e mobilizou equipes da Polícia Militar e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Imagens de câmeras de segurança anexadas à investigação mostram Douglas correndo desorientado entre os veículos, puxando vasos de plantas, batendo no portão de um condomínio e se jogando no chão, momento em que três homens se aproximam para imobilizá-lo.

As gravações registram o instante em que dois envolvidos seguram os braços e as pernas da vítima enquanto o terceiro usa o telefone celular. Em seguida, um dos homens se senta sobre o pescoço de Douglas e aplica um golpe conhecido como "mata-leão". Após o homem perder os sentidos e ficar inconsciente, o grupo utilizou cordas para amarrar seus tornozelos até a chegada do resgate. Douglas foi socorrido em estado gravíssimo à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Zona Leste, onde teve a morte confirmada às 18h55.

O homem que prestou depoimento nesta quarta-feira (26) declarou que só tomou conhecimento do falecimento semanas depois, ao visualizar as imagens repercutidas na internet, decidindo procurar a delegacia com acompanhamento jurídico. A Polícia Civil segue analisando os vídeos e laudos para individualizar a conduta de cada participante e apurar a responsabilidade penal pela morte.

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