Acordo prevê R$ 54 milhões líquidos em salários e direitos de imagem, além de R$ 42 milhões para quitar débitos anteriores; atacante também abriu mão de R$ 6 milhões em ajuda de custo e reduziu pela metade a verba de marketing

Redação Publicado em 19/08/2026, às 17h01
O Corinthians firmou um novo contrato com Memphis Depay, que terá um custo total estimado em R$ 135 milhões até julho de 2028, incluindo salários e a quitação de uma dívida com o jogador. A negociação resultou em uma redução nas remunerações e benefícios que estavam previstos anteriormente.
Do total, cerca de R$ 103,7 milhões são destinados a valores fixos, com R$ 54 milhões líquidos em salários e direitos de imagem, enquanto encargos trabalhistas e tributos elevam o custo efetivo a aproximadamente R$ 79 milhões. A dívida com Memphis, inicialmente calculada em R$ 77 milhões, foi renegociada para R$ 42 milhões, a serem pagos em quatro parcelas semestrais.
O novo acordo também cortou benefícios como a ajuda de custo para moradia e bonificações por desempenho individual, mantendo apenas premiações coletivas. O Corinthians poderá precisar arcar com R$ 7,7 milhões adicionais caso não consiga captar recursos de patrocinadores para a exploração comercial da imagem do atacante.
O Corinthians terá um custo estimado em R$ 135 milhões com o novo contrato de Memphis Depay, válido até 31 de julho de 2028. O valor considera os pagamentos previstos para os próximos dois anos e a operação para quitar uma dívida que o clube mantém com o atacante. Para chegar ao acordo, Memphis aceitou reduzir parte das remunerações e retirou benefícios que estavam previstos no vínculo anterior.
Do total, aproximadamente R$ 103,7 milhões correspondem a valores fixos destinados ao jogador. Dentro desse montante, estão previstos R$ 54 milhões líquidos em salários e direitos de imagem durante os 24 meses de contrato.
A conta do clube, porém, não se limita aos pagamentos diretamente destinados ao atleta. Com encargos trabalhistas, como FGTS e Imposto de Renda, além de férias, 13º salário e outros tributos, o custo relacionado a salários e direitos de imagem chega a aproximadamente R$ 79 milhões.
Outro componente importante da operação é a dívida acumulada pelo Corinthians com Memphis. O atacante aceitou receber R$ 42 milhões líquidos, valor que será quitado em quatro parcelas semestrais de R$ 10,5 milhões cada. O primeiro pagamento está previsto para janeiro de 2027. As parcelas seguintes serão pagas a cada seis meses até a quitação do débito.
A dívida chegou a ser calculada em aproximadamente R$ 77 milhões pela Diretoria Financeira do Corinthians, mas foi reduzida durante a negociação com o jogador.
A diferença entre os R$ 42 milhões líquidos e o custo efetivo da operação ocorre porque parte dos valores exige o pagamento de encargos e taxas. Há ainda valores referentes a luvas atrasadas que precisam ser transferidos para o exterior, o que envolve conversão cambial. Considerando esses custos adicionais, a operação financeira para quitar o débito representa aproximadamente R$ 56 milhões para o Corinthians.
As negociações também reduziram o valor destinado à exploração comercial da imagem de Memphis. A verba de marketing, que inicialmente estava calculada em R$ 15,4 milhões, caiu para R$ 7,7 milhões. A diferença representa uma redução de R$ 7,7 milhões em relação ao valor inicialmente previsto.
A expectativa é de que essa quantia seja obtida por meio de empresas parceiras interessadas em utilizar a imagem do atacante em ações comerciais. O contrato, entretanto, estabelece que, caso os patrocinadores não levantem o valor integral, o Corinthians será responsável pelo pagamento.
Outro corte relevante ocorreu na ajuda de custo destinada à moradia do jogador. Memphis abriu mão de um benefício mensal de R$ 250 mil que, caso fosse mantido durante os dois anos do novo vínculo, representaria uma despesa de R$ 6 milhões para o Corinthians.
O benefício havia gerado repercussão após a informação de que o clube custeava a hospedagem do atacante no hotel Rosewood, em São Paulo. No novo contrato, não há previsão de pagamento de hospedagem ou de uma ajuda de custo equivalente.
O novo acordo também elimina bonificações específicas relacionadas a gols marcados e partidas disputadas, mecanismos que estavam presentes no primeiro contrato de Memphis, assinado em setembro de 2024. A retirada desses bônus reduz a possibilidade de aumento dos gastos do clube conforme a participação individual do atacante.
O contrato, entretanto, mantém premiações vinculadas ao desempenho coletivo. Memphis poderá receber valores adicionais em caso de conquistas do Corinthians. Entre as condições está o repasse de 20% de uma premiação paga pelo patrocinador máster ao clube, além dos chamados “bichos”, pagos de acordo com o desempenho esportivo da equipe.
Com a combinação de salários, direitos de imagem, encargos, dívida anterior e demais despesas previstas, o novo vínculo representa um compromisso financeiro de aproximadamente R$ 135 milhões para o Corinthians ao longo de dois anos.
O acordo também prevê um acréscimo de aproximadamente R$ 7,7 milhões provenientes de patrocinadores para a verba de marketing. Apesar de a previsão ser de financiamento externo, o clube poderá ter de assumir esse valor caso não consiga obter os recursos com empresas parceiras.
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