Apesar da derrota, Fonseca soma pontos importantes e deve subir no ranking da ATP após desempenho notável no saibro

Gabriella Souza Publicado em 10/04/2026, às 10h56
Na manhã desta sexta-feira (10), João Fonseca caiu para o alemão Alexander Zverev, atual número 3 do mundo, pelas quartas de final do Masters 1000 de Monte Carlo. Em um jogo com direito a tie-break, o prodígio brasileiro acabou eliminado por 2 sets a 1 (parciais de 5/7, 7/6 e 3/6), após 2h40min de um tênis de alto nível no saibro de Mônaco.
Mesmo com a derrota, o saldo para o garoto de Ipanema é extremamente positivo. Ele se tornou o tenista mais jovem a chegar tão longe em Monte Carlo desde 2005, quando Rafael Nadal e Richard Gasquet alcançaram as quartas com 18 anos.
Com os 200 pontos somados, Fonseca deve saltar do 40º para o 35º lugar no ranking da ATP, aproximando-se cada vez mais de sua melhor marca (o 24º posto).
Equilíbrio e nervos de aço
A partida começou com João sacando bem e confirmando seu primeiro game sem perder pontos. O primeiro set foi um duelo de confirmações de serviço até o 5/5. Foi no momento de fechar a parcial que a experiência de Zverev pesou, o alemão aproveitou uma pequena oscilação do brasileiro, conseguiu a quebra no 11º game e fechou em 7/5.
No segundo set, o início foi preocupante. João foi quebrado no primeiro, mas mostrou força. Ele buscou o empate no 3/3 e chegou a sacar para fechar o set em 5/4. Zverev devolveu a quebra, levando a decisão para o tie-break.
Foi aí que Fonseca brilhou. Com bolas profundas e muita agressividade, ele dominou o desempate, fez 7 a 3 para fechar o segundo set.
No set decisivo, porém, Zverev manteve a calma, quebrou o serviço de João no meio da parcial e abriu 5/2. Fonseca ainda tentou uma reação salvando games de serviço, mas o cansaço bateu de final da partida e o número 3 do mundo foi bem no saque final para fechar em 6/3.
Pós-jogo
Após o jogo, João Fonseca não escondeu a mistura de sentimentos entre a tristeza pela derrota e o orgulho pelo desempenho:
Zverev, por sua vez, foi só elogios ao jovem adversário na entrevista em quadra.
Caminho aberto no ranking
O panorama para as próximas semanas é bom para o número 1 do Brasil. Como defende poucos pontos até Roland Garros (apenas 30 pontos nas próximas semanas e 140 no total até o fim do Grand Slam francês), qualquer boa campanha nos Masters 1000 de Madri e Roma poderá catapultar João para dentro do top 30 ou até do top 20.
A trajetória de Fonseca em 2026 já acumula oito vitórias e seis derrotas, com confrontos diretos contra Sinner, Alcaraz e agora Zverev.
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