Levantamento do IBGE mostra perfil demográfico e condições de infraestrutura das comunidades, evidenciando desigualdades no litoral de São Paulo.

Ana Beatriz Publicado em 06/12/2025, às 16h36
O Censo 2022 trouxe à tona um retrato detalhado das favelas na Baixada Santista, litoral de São Paulo, revelando que 17% da população da região vive em comunidades, o equivalente a cerca de 309 mil pessoas distribuídas em 104 mil domicílios. Entre as nove cidades da região, apenas Mongaguá não apresentou registros de áreas enquadradas como favelas, de acordo com os critérios adotados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O levantamento definiu favelas como territórios onde predomina a insegurança jurídica da posse e que apresentam pelo menos um dos seguintes fatores: ausência ou oferta precária de serviços públicos, predominância de construções autoorganizadas ou fora dos padrões urbanísticos oficiais, e localização em áreas com restrições ambientais ou urbanísticas. O estudo também identificou características demográficas marcantes: 53,7% dos moradores se declararam pardos, 33,5% brancos, 12,5% pretos, enquanto indígenas e amarelos representaram menos de 1% da população das comunidades. Crianças e jovens de até 19 anos correspondem a 32%, adultos entre 20 e 59 anos representam 57,7%, e idosos somam 10,3% dos habitantes.
Além do perfil populacional, o IBGE detalhou as condições de infraestrutura das favelas, evidenciando desigualdades em relação às áreas fora das comunidades. Dois terços dos moradores viviam em trechos sem árvores, 44% residiam em vias sem calçadas e 21,3% em ruas acessíveis apenas por moto, bicicleta ou a pé. Cerca de um terço das vias não tinha pavimentação, mais da metade carecia de bueiros, e 13,8% das áreas não possuíam iluminação pública. O acesso ao transporte também é limitado: apenas 4% dos moradores tinham ponto de ônibus ou van próximo de suas casas, contra 10% da população em outras regiões.
O IBGE, que pesquisa favelas e comunidades urbanas desde 1950, aponta que a dinâmica desses territórios dificulta o levantamento, já que grande parte não possui limites oficiais ou domicílios cadastrados. Para a coleta em 2022, o instituto utilizou dados georreferenciados da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e imagens de satélite mais avançadas, permitindo uma visão mais precisa das condições de moradia e infraestrutura.
O estudo amplia a compreensão sobre desigualdades urbanas na Baixada Santista, fornecendo informações essenciais para políticas públicas e iniciativas de inclusão social.
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