Associação monitora intervenção em Santos e destaca que o projeto trará segurança hídrica sem prejudicar fluxo de cargas

Gabriel Nubile Publicado em 10/02/2026, às 12h57
A movimentação de caminhões e a rotina de trabalho na região do Valongo, em Santos, permanecerão inalteradas mesmo com o avanço das obras de saneamento no local. A garantia foi dada pela Associação Comercial dos Transportadores Autônomos (ACTA), que buscou tranquilizar a população e, principalmente, os motoristas associados sobre os impactos da intervenção na área portuária santista.
A preocupação da categoria surgiu em virtude da instalação do canteiro de obras da Sabesp na região, ponto estratégico para a logística de transportes. A entidade, no entanto, monitorou o cronograma e assegurou que a execução do projeto não trará prejuízos ao fluxo de cargas ou ao dia a dia dos condutores profissionais que circulam por Santos.
Segundo o presidente da associação, a responsabilidade com os associados é prioridade e o cenário foi devidamente avaliado. “A ligação subaquática de água não afetará o dia a dia dos profissionais de nossa associação”, afirmou a liderança da ACTA. Os diretores da entidade reforçaram o empenho em esclarecer que a infraestrutura conviverá de forma harmoniosa com o trânsito local.
Travessia a partir de Santos
A obra em questão refere-se à construção da travessia subaquática, um projeto complexo que visa garantir a segurança hídrica da região. A estrutura funcionará por uma nova adutora que captará água tratada em Cubatão, passando pelo Saboó e Valongo, em Santos, antes de atravessar o estuário por baixo da terra rumo aos reservatórios de Vicente de Carvalho.
A engenharia do projeto prevê 5,5 quilômetros de tubulação total, sendo 1,7 mil metros submersos. O sistema terá capacidade de transportar 500 litros de água por segundo, resolvendo o déficit de abastecimento na margem oposta sem comprometer o fornecimento para os bairros santistas.
Cronograma em dia
A secretária estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende, realizou uma visita técnica ao local na última semana e confirmou que o andamento dos trabalhos segue rigorosamente o planejado. Com um investimento estadual de R$ 134,7 milhões, a previsão é que todo o sistema seja entregue e entre em operação até julho deste ano.
Para a ACTA e para as autoridades estaduais, a conclusão da obra representará um avanço duplo: a solução definitiva para a escassez de água na região e a demonstração de que grandes obras de infraestrutura podem ser executadas em Santos sem travar a vitalidade econômica do Porto.
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