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Acusado de assédio em 2023, ex-técnico do Santos Kleiton Lima vence ação por difamação na Justiça

Decisão de primeira instância determinou serviços comunitários e indenização de R$ 20 mil; magistrada apontou dano à honra do profissional

Justiça de Santos condena atleta espanhola Luciana Ortega por difamação a ex-técnico - Foto: Pedro Ernesto e Divulgação
Justiça de Santos condena atleta espanhola Luciana Ortega por difamação a ex-técnico - Foto: Pedro Ernesto e Divulgação

Redação Publicado em 19/08/2026, às 11h19


A ex-jogadora espanhola Luciana Ortega, de 22 anos, foi condenada pela 4ª Vara Criminal de Santos pelo crime de difamação contra o ex-técnico das Sereias da Vila e da Seleção Brasileira Feminina, Kleiton Lima. A sentença de primeira instância estabeleceu o cumprimento de serviços comunitários, o pagamento das custas advocatícias e uma indenização no valor de R$ 20 mil por danos morais ao treinador. A decisão judicial ainda comporta recurso por parte da defesa da atleta.

O caso teve origem em 2023, quando um conjunto de cartas anônimas contendo denúncias de assédio moral e sexual foi entregue à diretoria do Santos Futebol Clube. Em um dos relatos atribuídos a Luciana, ela narrou ter sido abordada de forma inadequada pelo técnico durante uma visita a uma feira livre na cidade.

Embora a ex-atleta tenha negado a autoria material da carta anônima, ela ratificou a acusação verbalmente perante os dirigentes santistas. Após o arquivamento de um primeiro processo em 2023, o treinador recorreu à polícia para novas apurações e moveu uma nova ação judicial em 2025.

Fundamentação da sentença e manifestação das defesas

Na decisão proferida pela juíza Denise Gomes Bezerra Mota, foi pontuado que a confirmação dos fatos aos gestores do clube, mesmo sem prova de que Luciana vazou o conteúdo à imprensa, atingiu frontalmente a honra objetiva e a carreira do profissional, que deixou o comando da equipe e está há três anos sem atuar no futebol.

A defesa de Luciana Ortega, representada pela advogada Paula Carpes Victório, informou que respeita a decisão da Justiça, mas pontuou que não fará comentários específicos sobre o conjunto probatório devido ao sigilo processual. Já a defesa de Kleiton Lima, conduzida pelo advogado Leandro Weissmann, sustentou que as queixas se tratavam de cobranças profissionais legítimas por rendimento físico e esportivo, classificando a decisão judicial como um passo decisivo para restaurar a honra e a trajetória do treinador.