Decisão da Justiça mantém o bancário em liberdade até o julgamento. Caso ocorreu em dezembro de 2024 e teve grande repercussão após laudos apontarem embriaguez e velocidade incompatível na via

Redação Publicado em 19/05/2026, às 15h28
A Justiça decidiu levar o bancário Thiago Arruda Campos Rosas a júri popular pela morte do cantor Adalto Mello, atropelado em São Vicente, após a análise de indícios que apontam para sua responsabilidade no acidente ocorrido em dezembro de 2024.
O motorista apresentava um nível de álcool no sangue de 0,82 mg/l, bem acima do limite legal, e a perícia indicou que seu veículo trafegava em velocidade incompatível com a via, contribuindo para a tragédia.
Apesar da decisão, Thiago permanece em liberdade, após ter sua prisão preventiva substituída por medidas cautelares pelo STF, e agora o caso seguirá para julgamento por jurados populares que determinarão sua responsabilidade criminal.
A Justiça decidiu levar a júri popular o bancário Thiago Arruda Campos Rosas, acusado de atropelar e provocar a morte do cantor e compositor Adalto Mello em São Vicente, no litoral de São Paulo. A decisão foi divulgada nesta terça-feira (19) e reconhece a existência de indícios suficientes para que o caso seja analisado pelo Tribunal do Júri. Ainda não há data definida para o julgamento.
O acidente aconteceu em dezembro de 2024 e ganhou repercussão após a divulgação de imagens de monitoramento que registraram a dinâmica da colisão. Adalto pilotava uma motocicleta quando foi atingido pelo veículo conduzido pelo acusado. Com a força do impacto, a vítima foi arremessada.
Apesar da decisão que encaminha o processo ao júri popular, Thiago continuará respondendo em liberdade. Ele deixou a prisão em maio de 2025 após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que substituiu a prisão preventiva por medidas cautelares.
Na decisão, o juiz responsável pelo caso apontou que existem elementos que indicam uma sequência de condutas que podem ter contribuído diretamente para a tragédia. Entre os fatores considerados estão o consumo de bebida alcoólica, a condução do veículo durante o período noturno e indícios de velocidade incompatível para a via.
As investigações também apontaram índices elevados de álcool no organismo do motorista. Conforme informações do processo, o resultado do teste do bafômetro apresentou 0,82 mg/l, número que ultrapassa significativamente o limite estabelecido pela legislação para responsabilização criminal.
Um laudo do Instituto de Criminalística reforçou ainda que o veículo trafegava em velocidade considerada incompatível com as características da via. Embora a perícia não tenha conseguido apontar a velocidade exata no momento do acidente, os vestígios analisados indicaram uma condução acima das condições consideradas seguras para o trecho.
Adalto Mello, de 39 anos, era cantor de pagode, compositor e formado em Educação Física. Morador da Baixada Santista, ele deixou um filho menor de idade. Segundo familiares, a música ocupava papel central em sua vida desde a adolescência, quando iniciou apresentações e passou a compor canções.
Com a decisão judicial, o caso avança para uma nova etapa processual, na qual jurados populares irão decidir sobre a responsabilidade criminal do acusado.
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