Após três anos foragido, réu será interrogado e 11 testemunhas devem ser ouvidas em julgamento no Fórum de Guarujá

Redação Publicado em 16/04/2026, às 18h01
Bruno Eustáquio Vieira, de 27 anos, será julgado por homicídio qualificado após ser acusado de matar sua mãe, Márcia Lanzane, em dezembro de 2020, em Guarujá, com o júri popular contando com 11 testemunhas e o réu.
O crime, motivado por interesses financeiros relacionados à herança, foi evidenciado por imagens de câmeras de segurança que mostram uma discussão seguida de agressões, levando Bruno a ficar foragido por quase três anos antes de ser preso em julho de 2025.
A defesa argumenta que houve briga mútua e nega a intenção de matar, enquanto a acusação apresenta provas contundentes, e o júri decidirá sobre a condenação ou absolvição do réu, com familiares da vítima aguardando o desfecho do caso.
O julgamento de Bruno Eustáquio Vieira, de 27 anos, está marcado para esta quinta-feira (16), no Fórum de Guarujá, no litoral paulista. Ele é acusado de matar a própria mãe, Márcia Lanzane, em um crime ocorrido em dezembro de 2020.
De acordo com o Tribunal de Justiça de São Paulo, o júri popular deve contar com o depoimento de 11 testemunhas, além do interrogatório do réu. A sessão será decisiva para definir a responsabilidade criminal de Bruno, que responde por homicídio qualificado.
O crime aconteceu no dia 21 de dezembro de 2020, dentro da residência da família. Durante a investigação, imagens de câmeras de segurança — encontradas posteriormente escondidas dentro de um forno — revelaram uma intensa discussão entre mãe e filho, seguida de agressões físicas. Nos registros, o acusado aparece imobilizando a vítima, pressionando o pescoço dela e desferindo golpes.
Segundo o Ministério Público, o homicídio teria sido motivado por interesse financeiro relacionado à herança. Após o crime, Bruno deixou a cidade e permaneceu foragido por cerca de três anos, sendo localizado e preso em 8 de julho de 2025, em Belo Horizonte.
A defesa sustenta que houve uma briga entre mãe e filho, com agressões mútuas, e questiona a causa da morte apontada na investigação. Os advogados afirmam que o réu não teve a intenção de matar e contestam a caracterização de feminicídio no caso.
Já a acusação defende que as provas reunidas, incluindo imagens e laudos periciais, demonstram a responsabilidade do réu pelo homicídio. Familiares da vítima acompanham o processo desde o início e aguardam o julgamento como um desfecho para o caso.
O júri popular deverá analisar os elementos apresentados por acusação e defesa para decidir sobre a condenação ou absolvição do acusado.
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