A partir de julho de 2026, o pedágio da Imigrantes terá cobrança fracionada, mudando a dinâmica das viagens para o litoral

Redação Publicado em 09/02/2026, às 10h03
O famoso título de "pedágio mais caro do Brasil", que por anos assombrou o bolso de quem desce a serra rumo à Baixada Santista, está com os dias contados para mudar de dono. Uma alteração histórica no formato de cobrança vai tirar o Sistema Anchieta-Imigrantes do topo desse ranking ingrato. A novidade é que, em vez de pagar uma tarifa cheia apenas em um sentido, o valor será dividido. Mas atenção: isso não significa que ficou barato, apenas que a conta será parcelada entre a ida e a volta.
A mudança acontece graças à instalação da tecnologia "free flow" (fluxo livre), que usa pórticos com câmeras e sensores no lugar das praças físicas com cancelas. Segundo a Agência de Transportes de São Paulo (Artesp), o novo modelo começa a funcionar para valer no dia 1º de julho de 2026.
Na prática, funciona assim: hoje, o motorista de carro de passeio paga a "dolorosa" de R$ 38,70 de uma única vez, geralmente na descida ou na passagem pelo bloqueio. Com o novo sistema, essa cobrança será bidirecional. Ou seja, você pagará R$ 19,35 para descer para o litoral e mais R$ 19,35 para subir de volta ao planalto. No final das contas, o total é o mesmo, mas a forma de pagar muda a dinâmica da viagem.
O "pulo do gato" para economizar
Essa divisão de valores abriu os olhos de quem costuma viajar para as cidades do Litoral Sul, como Peruíbe, Itanhaém e Mongaguá. Com a nova regra, surge uma rota alternativa que pode aliviar o orçamento. A lógica é simples: o motorista pode descer pela Imigrantes ou Anchieta, pagando a metade do valor antigo (os R$ 19,35), e na hora de voltar para a capital, escolher outro caminho.
A opção seria retornar pela Rodovia Padre Manoel da Nóbrega e subir a serra pela Rodovia Régis Bittencourt (BR-116). Fazendo as contas na ponta do lápis, quem sai de Peruíbe, por exemplo, passaria por três pedágios mais baratos nesse trajeto de volta, gastando cerca de R$ 13,89. Isso evita a taxa de quase vinte reais da subida da Imigrantes, gerando uma economia real no fim da viagem.
Motos e o novo ranking
Para quem prefere viajar sobre duas rodas, a notícia é excelente: nada muda. A isenção para motociclistas, que já existe hoje, continua valendo tanto na descida quanto na subida, mesmo com os novos pórticos tecnológicos.
Com a tarifa fracionada, a Imigrantes sai do topo da lista de pedágios mais salgados. Agora, quem lidera o ranking de custos são rodovias em outras regiões. O primeiro lugar deve ficar com a BR-364, em Cujubim (RO), onde a tarifa chega a R$ 37, seguida pela praça de Pimenta Bueno, na mesma estrada. No Sudeste, a Via Lagos (RJ-124) também aparece na frente, cobrando mais de R$ 30 nos fins de semana. A Anchieta e a Imigrantes, com seus R$ 19,35 por trecho, caem para o final do "top 10" das estradas mais caras, empatadas com a rodovia SP-075.
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