Santos

Alerta de sarampo em SP faz prefeitura de Santos intensificar protocolos em policlínicas

Secretaria de Saúde orienta médicos a aumentarem suspeição em pacientes com febre, manchas na pele e tosse

Medida preventiva foi adotada após Centro de Vigilância estadual alertar sobre risco de importação do vírus - Imagem: Divulgação / Prefeitura de Santos
Medida preventiva foi adotada após Centro de Vigilância estadual alertar sobre risco de importação do vírus - Imagem: Divulgação / Prefeitura de Santos

Redação Publicado em 07/07/2026, às 17h22


A Prefeitura de Santos anunciou o reforço imediato das ações de prevenção e monitoramento contra o sarampo em toda a rede de saúde do município. A decisão foi tomada de forma preventiva após o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) do Estado de São Paulo emitir um alerta oficial aos municípios devido à confirmação de cinco casos recentes da doença em território paulista.

Embora Santos não registre nenhum caso de sarampo em 2026, a Secretaria Municipal de Saúde ativou o protocolo de contingência. As novas diretrizes preveem o endurecimento dos fluxos de identificação precoce, notificação compulsória imediata e bloqueio vacinal rápido em casos suspeitos, regras que deverão ser seguidas rigorosamente tanto pelas unidades públicas quanto pelos hospitais e clínicas da rede privada.

Alerta estadual e protocolo de identificação precoce

Segundo o secretário de Saúde de Santos, Fábio Lopez, a prioridade absoluta da administração neste momento é blindar o município. "O principal objetivo é prevenir a doença e proteger a saúde da população. Mesmo sem casos registrados em Santos, vamos reforçar os protocolos de vigilância para garantir uma resposta rápida diante de qualquer suspeita", declarou o chefe da pasta.

O documento técnico do CVE pontua que a circulação ativa do vírus no estado eleva significativamente o risco de importação do sarampo para a Baixada Santista. Para conter uma possível cadeia de transmissão, os profissionais de saúde da cidade foram orientados a manter um elevado grau de suspeição clínica. O foco de atenção está voltado para pacientes que apresentem:

  • Febre alta e manchas avermelhadas na pele (exantema maculopapular);
  • Sintomas respiratórios associados, como tosse, coriza e/ou conjuntivite;
  • Histórico recente de viagens nacionais ou internacionais, ou contato direto com viajantes.

Vacinação nas policlínicas e índices de cobertura

A Secretaria de Saúde reforça que a vacina tríplice viral (que protege contra sarampo, caxumba e rubéola) é a única forma eficaz de prevenção e barreira imunológica. As doses do imunizante seguem disponíveis de forma rotineira e gratuita em todas as policlínicas instaladas nos bairros de Santos, seguindo o Calendário Nacional de Vacinação do Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Dados oficiais coletados entre janeiro e maio de 2026 apontam que a cobertura vacinal em crianças menores de dois anos no município atingiu 88,09% para a primeira dose e 77,51% para a segunda dose. Os índices ainda estão abaixo da meta ideal de 95% recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para garantir a imunidade coletiva, motivo pelo qual as autoridades reforçam o apelo para que pais e responsáveis atualizem as carteiras de vacinação.