Violência

Aluna de 11 anos denuncia agressão dentro de escola municipal de Praia Grande; caso é investigado

Mãe afirma que a filha era alvo de intimidações recorrentes do mesmo estudante. Polícia registrou a ocorrência como lesão corporal e escola adotou medidas administrativas

Estudante de 11 anos relatou ter sido agredida por um colega dentro de uma sala de aula em escola municipal de Praia Grande; caso é apurado pela Polícia Civil e também será analisado pelo conselho escolar - Imagem: Arquivo Pessoal
Estudante de 11 anos relatou ter sido agredida por um colega dentro de uma sala de aula em escola municipal de Praia Grande; caso é apurado pela Polícia Civil e também será analisado pelo conselho escolar - Imagem: Arquivo Pessoal

Redação Publicado em 26/06/2026, às 16h34


Uma estudante de 11 anos foi agredida por um colega de 14 anos durante uma aula na Escola Municipal Vereador Felipe Avelino Moraes, em Praia Grande, levando a um registro de boletim de ocorrência e investigação pela Polícia Civil.

O incidente ocorreu após um desentendimento sobre o fechamento da porta da sala, resultando em agressões físicas, e a vítima relatou que já vinha sofrendo provocações constantes na escola, incluindo intimidações e danos aos seus materiais escolares.

A direção da escola suspendeu o aluno agressor e o caso será analisado pelo conselho escolar para possíveis sanções, enquanto a Secretaria da Segurança Pública registrou a ocorrência como lesão corporal e solicitou exame de corpo de delito para a investigação.

Uma estudante de 11 anos denunciou ter sido agredida por um colega de classe durante o período de aula em uma escola da rede municipal de Praia Grande, no litoral paulista. O caso ocorreu na última terça-feira (23), na Escola Municipal Vereador Felipe Avelino Moraes, no bairro Caiçara, e passou a ser investigado pela Polícia Civil após o registro de boletim de ocorrência.

De acordo com o relato da mãe da menina, Erika Neves Demartin, a filha sofreu socos desferidos por um aluno de 14 anos dentro da sala de aula. Segundo a família, a estudante não retornou à escola no dia seguinte ao episódio por sentir vergonha da situação e receio da repercussão entre os colegas.

Conforme o boletim de ocorrência, a confusão começou após um desentendimento relacionado ao fechamento da porta da sala de aula. A discussão evoluiu para agressões físicas entre os dois estudantes. A mãe afirmou que, no momento da briga, não havia professor ou outro responsável acompanhando a turma.

A família informou ainda que a criança somente contou o ocorrido um dia depois, quando retornou de uma consulta médica. Segundo o relato da estudante, ela teria sido surpreendida pelo colega, que iniciou as agressões físicas. Após o primeiro golpe, houve reação da menina e, em seguida, novas agressões por parte do adolescente.

Além da ocorrência registrada nesta semana, a mãe afirma que a filha vinha sendo alvo de provocações frequentes dentro da unidade escolar. Entre os episódios relatados estão apelidos ofensivos, arremesso de objetos, danos aos materiais escolares e incentivos para que outros alunos também praticassem atos de intimidação contra a estudante.

Segundo a família, o adolescente envolvido cursa o mesmo ano escolar, porém possui idade superior aos demais colegas por ser repetente. A mãe destacou que a filha nunca havia apresentado problemas disciplinares e classificou o episódio como inesperado.

Após tomar conhecimento da situação, a direção da escola adotou medidas administrativas. Conforme informado pela mãe, o estudante recebeu suspensão e o caso será submetido à análise do conselho escolar, instância responsável por avaliar eventuais sanções previstas no regimento interno, incluindo a possibilidade de transferência compulsória ou outras medidas cabíveis.

Em manifestação pública, a responsável pela criança pediu providências para garantir a segurança dos estudantes e afirmou esperar que o episódio seja tratado com a devida atenção pelas autoridades e pela comunidade escolar.

A Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo informou que a ocorrência foi registrada como lesão corporal no 3º Distrito Policial de Praia Grande. A Polícia Civil solicitou exame de corpo de delito ao Instituto Médico Legal (IML), que deverá subsidiar a investigação.

Até a última atualização do caso, a Prefeitura de Praia Grande não havia se pronunciado oficialmente sobre a ocorrência nem informado eventuais medidas complementares relacionadas ao episódio.