São Vicente

Aluna e professora ficam feridas após queda de placa em escola de São Vicente; obras são suspensas

Após a queda, Samu prestou socorro às vítimas, que estão sendo acompanhadas pela Secretaria de Educação de São Vicente

Foto Reprodução/ G1
Foto Reprodução/ G1

Redação Publicado em 21/08/2026, às 10h46


Uma professora e uma estudante do 5º ano do Ensino Fundamental ficaram feridas na manhã de quinta-feira (19), após uma placa cimentícia se desprender da estrutura do telhado e despencar dentro da Unidade Escolar Laura Filgueiras, em São Vicente. O incidente ocorreu em meio às obras de revitalização que vinham sendo executadas no prédio escolar, resultando na paralisação imediata dos serviços por determinação da administração municipal.

Logo após a queda da estrutura, equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas para prestar os primeiros socorros à docente e à aluna. De acordo com a Prefeitura de São Vicente, ambas receberam atendimento médico e continuam sendo acompanhadas de perto pela Secretaria de Educação (Seduc). Apesar do susto e do atendimento médico prestado, as atividades pedagógicas e as aulas regulares na escola foram mantidas.

Histórico de denúncias no Ministério Público e notificação

A obra de reforma da unidade já acumulava questionamentos prévios de segurança. Em 2025, os serviços foram alvo de representação formal junto ao Ministério Público (MP) apontando diversas irregularidades e riscos à integridade física da comunidade escolar. Entre as falhas relatadas estavam o livre acesso de pessoas não autorizadas, acúmulo de entulho com vidros, pregos e ferragens, fiação elétrica exposta, excesso de poeira e ruídos, além do armazenamento de materiais de construção em áreas de circulação direta dos estudantes.

Em comunicado oficial, a Prefeitura de São Vicente informou que a empresa terceirizada responsável pela execução da reforma foi notificada administrativamente pela Seduc. O poder público exigiu a revisão completa e o reforço das barreiras de isolamento físico nas áreas em obras para impedir qualquer circulação de pessoas em pontos de risco. A prefeitura enfatizou que os trabalhos permanecerão suspensos até a conclusão da apuração técnica e que penalidades contratuais serão aplicadas caso sejam confirmadas falhas na segurança do canteiro de obras.