Educação

Aluno com TEA sofre corte em escola municipal de Santos e família registra ocorrência para apurar acidente

Criança de 7 anos levou 13 pontos no braço após quebrar o vidro de uma janela durante episódio de desregulação; Prefeitura afirma que acompanha o caso

Menino de 7 anos, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), recebeu 13 pontos no braço após acidente dentro de escola municipal de Santos; caso é acompanhado pela Prefeitura e investigado pela Polícia Civil - Imagem: Arquivo pessoal e Prefeitura de Santos
Menino de 7 anos, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), recebeu 13 pontos no braço após acidente dentro de escola municipal de Santos; caso é acompanhado pela Prefeitura e investigado pela Polícia Civil - Imagem: Arquivo pessoal e Prefeitura de Santos

Redação Publicado em 02/07/2026, às 17h26


Um aluno de 7 anos com Transtorno do Espectro Autista se feriu gravemente em uma escola municipal em Santos, necessitando de 13 pontos no braço após quebrar uma janela durante a aula. O incidente gerou preocupações sobre a segurança e o acompanhamento do estudante no ambiente escolar.

O pai do menino relatou que ele estava sob supervisão de profissionais de apoio quando ocorreu o acidente, levantando questões sobre como a criança conseguiu alcançar a janela. Desde o episódio, o aluno apresenta resistência em retornar à escola e interrompeu suas terapias regulares.

Um boletim de ocorrência foi registrado e o caso está sendo investigado pela Polícia Civil. A Prefeitura de Santos afirmou que prestou os primeiros socorros e está acompanhando a situação, além de oferecer suporte à família.

Um aluno de 7 anos, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), ficou ferido durante o período de aulas em uma escola municipal de Santos, no litoral paulista, e precisou receber 13 pontos no braço esquerdo. O caso aconteceu na Unidade Municipal de Educação (UME) Dino Bueno, na última sexta-feira (26), e foi registrado pela família na Polícia Civil, que deverá apurar as circunstâncias do acidente.

De acordo com o relato do pai da criança, Roberto Alves da Silva, o menino estava em sala de aula quando sofreu um corte profundo provocado pelo vidro de uma janela. A família afirma buscar esclarecimentos sobre como o acidente ocorreu, especialmente porque o estudante era acompanhado por profissionais responsáveis pelo suporte durante as atividades escolares.

Segundo Roberto, a esposa recebeu uma ligação da unidade informando que o filho havia se machucado e que equipes de resgate haviam sido acionadas. Ao chegar ao local, ele encontrou o menino aguardando atendimento com o braço envolto em um pano para conter o sangramento.

O pai relatou que foi informado de que a criança se levantou repentinamente e correu em direção à janela da sala de aula, onde acabou quebrando o vidro com o braço. Após o acidente, o estudante foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao hospital, onde passou por atendimento médico e recebeu 13 pontos.

Ainda conforme a família, o menino permanece abalado emocionalmente desde o episódio. Segundo o pai, ele demonstra resistência em retornar à escola e também deixou de frequentar temporariamente as terapias que realizava regularmente.

A principal dúvida levantada pelos responsáveis diz respeito ao acompanhamento oferecido durante o período letivo. Conforme o relato, além da professora da turma, o estudante contava com o apoio de uma profissional de inclusão e de uma acompanhante terapêutica. Para a família, é necessário esclarecer de que forma a criança conseguiu alcançar a janela sem que a situação fosse evitada.

Diante do ocorrido, foi registrado um boletim de ocorrência por lesão corporal no 2º Distrito Policial de Santos. O caso será analisado pelas autoridades competentes.

Em nota, a Prefeitura de Santos informou que o estudante estava acompanhado pela professora regente, por uma profissional de apoio educacional inclusivo e por uma terapeuta vinculada à clínica onde realiza tratamento. Segundo a administração municipal, o aluno apresentou um episódio repentino de desregulação e correu em direção à janela.

Ainda de acordo com o município, as profissionais conseguiram impedir que a criança sofresse um impacto na cabeça, mas não evitaram que ela atingisse o vidro com o braço, provocando o ferimento. A prefeitura acrescentou que os primeiros socorros foram prestados imediatamente, que o Samu e o Corpo de Bombeiros foram acionados e que a Supervisão de Ensino acompanha o caso junto à direção da unidade escolar.

A administração municipal informou ainda que segue prestando suporte à família e acompanhando os desdobramentos da ocorrência.