APS

Anderson Pomini esclarece citação em investigação federal

Presidente da APS afirma não ter relação com o INSS e diz que referência ao seu nome pode estar ligada à atividade jurídica

A APS reafirma a posição de Pomini e destaca que ele está cumprindo compromissos oficiais e pessoais no exterior - Imagem: Reprodução/Porto de Santos
A APS reafirma a posição de Pomini e destaca que ele está cumprindo compromissos oficiais e pessoais no exterior - Imagem: Reprodução/Porto de Santos

Gabriela Nogueira Publicado em 13/11/2025, às 17h15


O diretor-presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini, divulgou uma manifestação pública nesta quinta-feira (13) para afastar qualquer vínculo com as irregularidades apuradas na nova etapa da Operação Sem Desconto, conduzida pela Controladoria-Geral da União (CGU) e pela Polícia Federal (PF). A investigação mira um esquema nacional de descontos associativos não autorizados aplicados em aposentadorias e pensões de segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A PF informou que os delitos investigados envolvem a inclusão de dados falsos em sistemas públicos, estelionato previdenciário, corrupção ativa e passiva, ocultação de patrimônio e possível atuação de organização criminosa. As ordens judiciais que autorizam as diligências foram determinadas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso.

Pomini, que está fora do país, reforçou em nota que não tem qualquer relação com o órgão previdenciário e que está seguro quanto ao andamento das investigações. Ele explicou que uma eventual citação ao seu nome pode estar ligada à sua atuação profissional fora da APS.

“A menção ao meu nome poderá ser decorrente do exercício regular da advocacia, seja em favor de pessoa física ou jurídica atendida pelo nosso escritório. Por fim, esclareço ainda que não tive acesso aos autos e, por isso, desconheço integralmente o teor das investigações”, declarou.

A APS também informou que o executivo se encontra no exterior cumprindo dois compromissos distintos: primeiro, integrou uma missão oficial ao lado de parlamentares e representantes do setor portuário; em seguida, iniciou uma viagem particular, já prevista, por motivo de férias regulares.

A Operação Sem Desconto, que segue em andamento, também teve como alvo outros nomes de peso ligados ao sistema previdenciário. Alessandro Stefanutto, ex-presidente do INSS, foi preso temporariamente. Já o ex-ministro do Trabalho e Previdência do governo Jair Bolsonaro, José Carlos Oliveira, foi alvo de mandados de busca e apreensão. A PF afirmou que novas diligências poderão ser realizadas para esclarecer responsabilidades e dimensionar o alcance das fraudes.

Pomini reiterou sua posição em mensagem enviada diretamente à imprensa e aos interlocutores da APS:

“Informo que não tenho qualquer relação com o INSS. Eventual menção ao meu nome poderá ser decorrente do exercício regular da advocacia. Não tive acesso aos autos e desconheço o teor das investigações.”