Santos e Guarujá enfrentam acúmulo de lixo, enquanto outras cidades operam com 100% da capacidade na coleta de resíduos

Redação Publicado em 17/03/2026, às 11h27
As ruas da Baixada Santista começam a receber o serviço de limpeza novamente nesta terça-feira (17), após uma paralisação total de 24 horas que deixou montanhas de lixo acumuladas em diversas cidades.
Em assembleia realizada logo cedo, os profissionais vinculados ao Grupo Terracom decidiram retomar as atividades de forma parcial nas seis cidades afetadas. A decisão segue uma determinação da Justiça do Trabalho, que exige a manutenção de pelo menos 70% do efetivo por se tratar de um serviço essencial à população.
O movimento teve maior adesão em Santos e Guarujá, cidades onde o acúmulo de resíduos nas calçadas foi mais visível. De acordo com o balanço divulgado pelas empresas, o cenário de retorno varia conforme a localidade: enquanto Praia Grande, Cubatão, Bertioga e São Vicente operam com 100% da capacidade, Santos e Guarujá mantêm o esquema de 70% na coleta, priorizando inicialmente o lixo séptico (hospitalar) e a limpeza das feiras livres.
Denúncias de bônus irrisórios
Apesar da retomada, o clima entre os trabalhadores ainda é de forte indignação. O presidente do sindicato (Siemaco), André Domingues de Lima, revelou situações extremas sobre o pagamento do Programa de Participação nos Resultados (PPR). Segundo o dirigente, sem que a empresa apresentasse os cálculos ou as metas alcançadas, alguns trabalhadores chegaram a receber valores simbólicos e revoltantes, variando de R$ 30,00 a apenas R$ 2,50.
O sindicato alega que a Terracom efetuou os pagamentos de forma unilateral e sem transparência. "Eles não mandaram nem os cálculos para a gente, já pagaram por conta própria", afirmou Lima em entrevista à TV Tribuna. A categoria aceitou o retorno parcial para não prejudicar ainda mais a saúde pública e cumprir a ordem judicial, mas mantém o estado de alerta até que a situação financeira seja devidamente esclarecida.
Próximos passos
A paz no setor de limpeza urbana ainda é temporária. O acordo atual é válido até a próxima sexta-feira (20), data em que está agendada uma nova audiência conciliatória no Tribunal Regional do Trabalho. Até lá, será realizada uma perícia técnica em todas as unidades do grupo para auditar as metas e os valores devidos aos funcionários.
As empresas Terracom, Terra Santos e o Consórcio PG Eco Ambiental sustentam que os pagamentos foram feitos dentro da lei e seguindo o Acordo Coletivo. No entanto, o desfecho final da crise depende da apresentação detalhada dessa metodologia de cálculo, conforme exigido pela Justiça. Caso não haja um entendimento na sexta-feira, os trabalhadores não descartam uma nova paralisação total.
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