As autoridades marítimas investigam as causas do abalroamento e a segurança das operações de travessia na região

Redação Publicado em 19/02/2026, às 10h00
A travessia entre Santos e Guarujá ganhou um importante reforço operacional na tarde desta quarta-feira (18). A balsa FB-15, uma das duas embarcações atingidas por um navio cargueiro no início da semana, recebeu o aval da Marinha do Brasil e retomou o transporte de veículos por volta das 16h. A liberação ocorre após uma vistoria técnica minuciosa que garantiu a navegabilidade e a segurança dos usuários.
De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), a volta da FB-15 ajuda a desafogar o tempo de espera no canal, que vinha operando com capacidade reduzida desde o incidente. No entanto, o sistema ainda não opera com força total: a balsa FB-14, que sofreu o impacto direto no casco, permanece fora de serviço e sem previsão de retorno, aguardando reparos estruturais e nova autorização das autoridades marítimas.
Relembre o acidente
O incidente que paralisou parte da frota ocorreu na noite de segunda-feira (16), por volta das 22h, e mobilizou as equipes da Praticagem e da Capitania dos Portos. O navio cargueiro Seaspan Empire, que seguia em direção ao terminal da Embraport, precisou realizar uma manobra de retorno para a barra devido à falta de berço para atracação. Foi durante esse deslocamento, nas proximidades do Armador 35, que a colisão aconteceu.
Segundo relatos da Praticagem, houve tentativa de comunicação por rádio, mas as duas balsas, que estavam vazias e sendo rebocadas para manutenção, acabaram cruzando a rota do navio. O impacto foi inevitável. Em um ato de reflexo para garantir a sobrevivência, o comandante e três marinheiros que estavam nas balsas se lançaram ao mar antes da batida. Eles foram resgatados rapidamente por lanchas da Praticagem e, felizmente, ninguém se feriu.
Investigação em curso
Embora a FB-15 já esteja novamente cruzando o estuário, as causas exatas do abalroamento continuam sob investigação. A Capitania dos Portos instaurou um inquérito administrativo para apurar as responsabilidades e entender por que as embarcações atravessaram o canal no momento da manobra do cargueiro.
O navio Seaspan Empire permaneceu ancorado na área externa do porto após o choque, aguardando nova autorização para atracar, enquanto a Coordenadoria de Travessias monitora o fluxo de veículos no litoral. A orientação para os motoristas é consultar os canais oficiais da Semil para verificar o tempo de espera em tempo real, que tende a se normalizar com a reintegração das embarcações.
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