Espaço funciona como Transbordo Municipal desde 2004, mas entorno concentra pessoas em situação de vulnerabilidade e expõe desafios sociais da cidade

Redação Publicado em 06/02/2026, às 15h50
Monica Bragaia, de 49 anos, foi encontrada morta em Praia Grande, em uma área conhecida como Transbordo Municipal, que não é um lixão, mas um local de transferência de resíduos sólidos, levantando preocupações sobre a segurança na região.
A área é habitada por pessoas em situação de vulnerabilidade social, expostas a condições precárias, e a prefeitura realiza ações de acolhimento e assistência, embora muitos recusem os serviços oferecidos.
O caso destaca a necessidade urgente de políticas públicas voltadas para assistência social e saúde mental, além de um olhar mais atento para as áreas negligenciadas da cidade.
O local apontado no boletim de ocorrência como “lixão”, próximo de onde a mulher Monica Bragaia, de 49 anos, foi encontrada morta em Praia Grande, no litoral de São Paulo, é, na verdade, a área do Transbordo Municipal — uma estrutura utilizada para transferência de resíduos sólidos.
Apesar da nomenclatura popular, o espaço deixou de funcionar como aterro sanitário em 2004, após um termo de ajustamento de conduta firmado com a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). Atualmente, caminhões de pequeno porte descarregam o lixo no local, que é posteriormente transportado por carretas de grande capacidade para aterros licenciados.
Segundo a Prefeitura de Praia Grande, os resíduos são encaminhados diariamente para os aterros Sítio das Neves, em Santos, e Lara Central de Tratamento de Resíduos, em Mauá.
Monica foi encontrada sem vida na calçada da Avenida dos Trabalhadores, no bairro Sítio do Campo, no domingo (25). De acordo com o boletim de ocorrência, não havia sinais aparentes de violência. Sem documentos, ela foi reconhecida pelo próprio pai, de 80 anos.
A região ao redor do Transbordo Municipal é marcada por uma realidade preocupante: diversas pessoas em situação de vulnerabilidade social vivem nas proximidades, muitas delas expostas a condições precárias de moradia, uso de drogas e falta de assistência contínua.
Em nota, a administração municipal informou que realiza ações de abordagem social, oferecendo acolhimento, atendimento psicológico, alimentação, higiene e encaminhamento para serviços de saúde e emprego por meio do Centro Pop e outras unidades de apoio.
Entretanto, a prefeitura reconhece que parte da população em situação de rua recusa os serviços oferecidos. “O Município não pode obrigá-los a aceitar”, informou.
Imagens divulgadas mostram a transformação de Monica ao longo dos anos, evidenciando os impactos da dependência química em sua vida. Familiares relatam que, antes do vício, ela levava uma rotina comum, mas passou a enfrentar dificuldades severas após o envolvimento com drogas.
O caso reacende o debate sobre políticas públicas de assistência social, saúde mental e combate à dependência química, além da necessidade de olhar mais atento para áreas esquecidas da cidade, onde infraestrutura urbana e fragilidade social convivem lado a lado.
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