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Ato público na Câmara de Praia Grande cobra políticas contra o feminicídio

Na quarta-feira, movimentos sociais se reúnem para exigir ações efetivas da prefeitura e segurança pública em resposta à violência

Após uma série de feminicídios, lideranças femininas se unem para cobrar políticas públicas - Imagem: Divulgação
Após uma série de feminicídios, lideranças femininas se unem para cobrar políticas públicas - Imagem: Divulgação

Redação Publicado em 24/03/2026, às 11h34


A Câmara Municipal de Praia Grande será palco de uma importante mobilização social na noite desta quarta-feira (25). A partir das 19h, movimentos de mulheres, entidades civis e lideranças políticas se reúnem em um ato público no plenário para cobrar ações concretas da prefeitura e das autoridades de segurança.

O protesto surge em um momento crítico para a cidade, que registrou uma sequência alarmante de violência: dois feminicídios e duas tentativas de assassinato contra mulheres em um intervalo de menos de dez dias.

Para as organizadoras do evento, os números não são apenas estatísticas isoladas, mas o reflexo de um sistema de proteção que está falhando. Bruna Monte, do Coletivo TESER, destaca que a realidade atual não pode ser tratada como algo normal. Segundo ela, a violência extrema vivida este mês em Praia Grande é o resultado direto da ausência de políticas públicas que realmente cheguem na ponta e protejam a vida das mulheres antes que as tragédias aconteçam.

Lideranças unidas pela causa

O encontro promete dar voz a diversas frentes que atuam na defesa dos direitos femininos na Baixada Santista e no estado. Entre as presenças confirmadas estão a deputada federal Juliana Cardoso (PT) e a vereadora de Peruíbe, Adriana Lima (PT), além de representantes locais como Camila Santos (presidenta do PSOL-PG) e Vera Oliveira (vice-presidenta do PT-PG). O ato também contará com a força de coletivos de base, como o Movimento de Mulheres Olga Benario e as Promotoras Legais Populares de Praia Grande.

A diversidade das participantes reflete a preocupação com diferentes camadas da sociedade, incluindo representantes de mulheres com deficiência e das "Mães Atípicas". A ideia é construir um debate amplo que exponha as falhas na rede municipal de atendimento e proponha soluções urgentes para acolher vítimas de violência doméstica, evitando que novos casos entrem para as tristes estatísticas do município.

Mobilização aberta e pacífica Apesar do tom de indignação com as perdas recentes, os organizadores reforçam que o ato terá caráter pacífico e democrático. O foco principal é utilizar o espaço da "Casa do Povo" para protocolar as demandas e sensibilizar o poder público sobre a necessidade de mais investimentos em abrigos, patrulhas especializadas e programas de conscientização.

O convite é estendido a todos os moradores da cidade que desejam apoiar a causa e exigir que Praia Grande se torne um lugar mais seguro para todas as mulheres. A expectativa é que o plenário receba um grande público, transformando o luto pelas vítimas em uma força de pressão política por mudanças estruturais na Baixada Santista.