Saúde pública

Ausências em consultas seguem elevadas em São Vicente e ampliam filas na rede municipal

Mesmo após a instalação de painéis de conscientização nas unidades de saúde, município registrou índice de 33% de faltas no primeiro semestre de 2026 e intensificará ações para reduzir o absenteísmo

Painéis informativos instalados nas unidades de saúde de São Vicente buscam conscientizar pacientes sobre os impactos das faltas em consultas e exames na rede pública - Imagem: Prefeitura de São Vicente
Painéis informativos instalados nas unidades de saúde de São Vicente buscam conscientizar pacientes sobre os impactos das faltas em consultas e exames na rede pública - Imagem: Prefeitura de São Vicente

Redação Publicado em 08/07/2026, às 16h22


Durante o primeiro semestre de 2026, um em cada três pacientes não compareceu às consultas e exames agendados na rede pública de saúde de São Vicente, resultando em um índice de absenteísmo de 33%, o segundo maior da Baixada Santista.

O aumento nas faltas, que subiu de 23,4 mil para 25 mil na rede especializada e de 32,5 mil para 35,2 mil na atenção básica em relação ao ano anterior, impacta negativamente o funcionamento da saúde pública, prolongando filas de espera.

Para mitigar o problema, a Prefeitura mantém painéis informativos, realiza confirmações de agendamentos e conta com agentes comunitários de saúde, além de implementar um plano de aprimoramento da comunicação e organização dos atendimentos ao longo do segundo semestre.

Um em cada três pacientes deixou de comparecer às consultas e exames agendados na rede pública de saúde de São Vicente durante o primeiro semestre de 2026. Os dados, divulgados pela Prefeitura, apontam um índice de absenteísmo de 33%, percentual que coloca o município como o segundo com maior volume de faltas na Baixada Santista, atrás apenas de Guarujá.

O elevado número de ausências ocorre mesmo após a adoção de medidas para conscientizar a população. Desde o segundo semestre de 2025, todas as unidades de atenção básica e especializada contam com painéis informativos, conhecidos como "faltômetros", que alertam sobre os impactos das faltas nos atendimentos e nas filas de espera.

Segundo a administração municipal, a ausência de pacientes compromete o funcionamento da rede de saúde, reduz o aproveitamento das vagas disponíveis e prolonga o tempo de espera de quem aguarda por consultas e exames.

Os números demonstram crescimento no volume de faltas em relação ao ano anterior. Na rede especializada, foram registradas cerca de 25 mil ausências entre janeiro e maio de 2026, frente a aproximadamente 23,4 mil no mesmo período de 2025. Já na atenção básica, o total passou de 32,5 mil faltas, entre janeiro e junho de 2025, para 35,2 mil nos seis primeiros meses deste ano.

A Prefeitura destaca que o impacto é percebido diretamente na rotina das unidades de saúde. Em uma unidade que agenda 200 atendimentos mensais, por exemplo, a média de faltas representa aproximadamente 15 consultas desperdiçadas por semana. Como consequência, pacientes que aguardam atendimento permanecem mais tempo nas filas, mesmo quando existem horários disponíveis que deixam de ser aproveitados.

Para enfrentar o problema, além da manutenção dos painéis educativos, o município informou que realiza a confirmação prévia dos agendamentos e conta com o trabalho dos agentes comunitários de saúde para reforçar o comparecimento dos usuários e orientar sobre a necessidade de informar previamente em caso de impossibilidade de comparecimento.

A Prefeitura também informou que o Departamento Regional de Saúde (DRS) aprovou um plano de aprimoramento da comunicação e da organização dos atendimentos. As medidas deverão ser implementadas ao longo do segundo semestre, com o objetivo de reduzir o índice de absenteísmo e otimizar o acesso da população aos serviços públicos de saúde.

Na comparação regional, Guarujá lidera o ranking de faltas, com 40% dos agendamentos não cumpridos em 2026. Em seguida aparecem São Vicente (33%), Itanhaém (29,9%), Bertioga (27%), Santos, Cubatão, Praia Grande e Mongaguá. O município de Peruíbe não divulgou os dados.