Após adernar no Valongo, embarcação histórica passará por avaliação técnica para se tornar centro de ensino em parceria com a iniciativa privada

Redação Publicado em 16/03/2026, às 11h33
A Diretoria de Operações da Autoridade Portuária de Santos agiu rápido na noite de sexta-feira (13) para conter a inclinação do navio Professor Besnard, que está atracado no cais do Parque Valongo. A embarcação, que pertence ao Instituto do Mar, começou a adernar em direção à mureta do cais após uma falha no casco que causou entrada de água. Apesar do susto visual, as equipes de emergência garantem que o incidente não atrapalha a passagem de outros navios pelo canal principal do porto.
Para evitar que a situação piorasse, os técnicos reforçaram as cordas que prendem o navio ao cais, impedindo que ele se soltasse e flutuasse em direção ao centro do canal de navegação. Mesmo com o navio já estando limpo e sem resíduos de combustível, a equipe instalou barreiras de contenção ambiental por precaução. Além disso, a Guarda Portuária mantém vigilância total na área para impedir que curiosos tentem entrar no navio e sofram algum tipo de acidente.
Planos e restauração
O presidente da Autoridade Portuária de Santos, Anderson Pomini, já iniciou as negociações para definir o destino do Professor Besnard, que tem 60 anos de história e já participou até de expedições na Antártida. O plano principal é retirar o navio do local com o auxílio de equipamentos de suspensão e levá-lo para um estaleiro. Lá, especialistas vão avaliar se a estrutura ainda aguenta uma reforma completa para que ele seja transformado em um navio-escola.
Como o porto é uma empresa pública, ele não pode pagar sozinho por essa restauração. Por isso, a diretoria está conversando com empresas privadas e parceiros da comunidade marítima para conseguir o investimento necessário. Se os técnicos descobrirem que o navio não pode mais voltar a navegar, a ideia é preservar partes dele e montar uma exposição histórica no próprio Parque Valongo, criando um ponto educativo para os visitantes.
Um marco da ciência brasileira
A preocupação com o Professor Besnard vai além da segurança portuária. Durante décadas, ele foi um dos laboratórios flutuantes mais importantes do Brasil, realizando mais de 150 missões de pesquisa oceanográfica. O objetivo da Autoridade Portuária agora é salvar esse capítulo da história científica do país, unindo forças para que o navio não seja apenas uma carcaça abandonada, mas um presente cultural para a cidade.
Enquanto o projeto de recuperação é detalhado, o navio segue monitorado constantemente. A Capitania dos Portos também acompanha o caso para garantir que todas as manobras de retirada e transporte até o estaleiro ocorram dentro das normas de segurança. A expectativa é que o resgate físico da embarcação aconteça nos próximos dias, livrando o cais do Valongo do risco de novos incidentes.
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