Baixada Santista

Ave marinha resgatada na Baixada Santista é transferida para o Instituto Gremar após intoxicação

Um atobá-pardo foi resgatado em Peruíbe, SP, com sinais de intoxicação alimentar e está em reabilitação no Instituto Gremar

Foto: Reprodução/Instituto Biopesca
Foto: Reprodução/Instituto Biopesca

Redação Publicado em 12/08/2026, às 09h07


Um atobá-pardo (Sula leucogaster) resgatado no litoral de São Paulo com sinais de intoxicação alimentar foi encaminhado ao Instituto Gremar, em Guarujá, onde passa por processo de reabilitação. A principal suspeita da equipe médica é que a ave marinha tenha contraído botulismo alimentar após consumir material orgânico contaminado.

A ave foi recolhida no dia 1º de agosto, na praia de Peruíbe, depois que um banhista avistou o animal debilitado e acionou o Instituto Biopesca. No local, os técnicos encontraram o atobá apático e sem conseguir voar. Segundo os especialistas, a contaminação por botulismo costuma ocorrer quando a espécie ingere peixes em decomposição infectados pela bactéria Clostridium botulinum, microorganismo que produz uma toxina neurológica potente em ambientes de baixa acidez e anaeróbicos.

Reabilitação no Gremar e soltura na natureza

Durante os primeiros cuidados veterinários ainda na fase de triagem, a ave respondeu bem ao tratamento inicial e voltou a se alimentar de forma espontânea, sinalizando evolução positiva no quadro clínico. Na última segunda-feira (10), o animal foi transferido para a estrutura do Instituto Gremar, em Guarujá, onde segue sob monitoramento técnico intensivo até adquirir peso, força muscular e condições físicas adequadas para ser devolvido ao seu habitat natural.

O atobá-pardo é uma espécie de ave marinha bastante comum em toda a costa brasileira, conhecida por sua técnica de caça: a espécie voa em busca de cardumes e realiza mergulhos de alta velocidade em sentido vertical para capturar peixes antes de retornar à superfície.