Aumento nos procedimentos é impulsionado por novo modelo de financiamento estadual e pela reativação de leitos hospitalares na região.

Ana Beatriz Publicado em 22/12/2025, às 17h06
A Baixada Santista alcançou em 2025 a marca de 32 mil cirurgias eletivas realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), segundo balanço divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP). O resultado reflete um avanço significativo na oferta de procedimentos programados e acompanha a estratégia do governo estadual de ampliar o acesso da população a atendimentos especializados.
De acordo com o Governo de São Paulo, o crescimento no número de cirurgias está diretamente ligado à implementação da Tabela SUS Paulista, novo modelo de financiamento que complementa os repasses federais. Apenas na Baixada Santista, o programa destinou R$ 184 milhões a santas casas e hospitais filantrópicos conveniados ao SUS, fortalecendo a estrutura financeira das unidades de saúde da região.
Outro fator decisivo para o aumento da capacidade de atendimento foi a reativação de 193 leitos hospitalares, o que permitiu ampliar a oferta de vagas para procedimentos eletivos e reduzir a fila de espera dos pacientes. Com mais estrutura e recursos, os hospitais passaram a responder de forma mais ágil às demandas represadas.
“O avanço demonstra o impacto direto da Tabela SUS Paulista e do fortalecimento da rede hospitalar. Nosso objetivo é garantir acesso mais rápido às cirurgias eletivas, reduzindo filas e ampliando a resolutividade do SUS em todas as regiões do estado”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Eleuses Paiva.
Segundo a Secretaria, o desempenho da Baixada Santista está alinhado ao movimento estadual de expansão das cirurgias eletivas, que busca equilibrar a demanda reprimida acumulada nos últimos anos e melhorar a qualidade do atendimento prestado à população.
As cirurgias eletivas são procedimentos previamente agendados, indicados quando não há risco imediato à vida do paciente. Elas incluem intervenções como cirurgias ortopédicas, oftalmológicas, ginecológicas e gerais, fundamentais para aliviar dores, evitar agravamento de doenças e melhorar a qualidade de vida.
Criada pela atual gestão estadual, a Tabela SUS Paulista já destinou cerca de R$ 8 bilhões a santas casas e entidades filantrópicas em todo o estado até setembro deste ano. Em agosto, o governo ampliou o alcance do programa para hospitais municipais, medida que deve beneficiar mais de 100 unidades em cerca de 70 cidades, fortalecendo ainda mais a rede assistencial na Baixada Santista e em outras regiões de São Paulo.
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